Lipoescultura
Leitura econômica do procedimento
Resumo do produto
| Elemento | Referência do produto |
|---|---|
| O que é o produto | Custo de procedimento cirúrgico hospitalar (CPH): custo do procedimento, estrutura hospitalar e resultado econômico do hospital |
| Base técnica | Base técnica Evodux de lipoescultura · versão 1.2 · data-base out/2026 |
| Procedimento | Lipoaspiração de abdome, flancos e dorso com enxerto autólogo da gordura nos glúteos, em plano subcutâneo, no mesmo tempo cirúrgico, em caráter eletivo |
| Códigos TUSS | Procedimento estético de referência: lipoescultura de tronco com enxerto glúteo. Código assistencial ou de faturamento deve corresponder à descrição e ao contrato aplicáveis; este produto não atribui automaticamente código por analogia. Código TUSS e cobertura são conceitos distintos |
| Especialidade | Cirurgia plástica |
| Escopo hospitalar | Componente hospitalar do episódio. Não há OPME no caso índice: cânulas e equipamentos são reutilizáveis e entram nos custos operacionais |
| Honorários médicos | Não incluídos no custo hospitalar (cirurgião plástico, auxiliar e anestesiologista) |
| Preço de referência Evodux | R$ 5.508,25 (apartamento standard) · R$ 3.792,80 (enfermaria), versão 1.2. Base econômica: materiais e medicamentos dos 57 itens, centro cirúrgico, acomodação e rateio. Os recursos adicionais descritos no protocolo não integram esta modelagem econômica. |
| Permanência | 1 diária de acomodação, alta em até 24 horas; UTI não programada |
| OPME principal | Não se aplica: o caso índice não usa órtese, prótese nem material especial implantável |
| Identificação e data-base | Identificador interno CPH-LIPOESCULTURA-TRONCO-GLUTEO · código comercial a atribuir pela Evodux · versão 1.2 · data-base out/2026 · centro cirúrgico a R$ 249,50/h (referência Evodux definida em 23/10/2026) |
Como utilizar este produto
Um roteiro em seis etapas, do protocolo ao resultado econômico do hospital.
Verifique se as pacientes do hospital correspondem à lipoescultura eletiva de abdome, flancos e dorso com enxerto da gordura nos glúteos em plano subcutâneo, aspirado de até 4.500 mL, sem dreno e com alta em até 24 horas, que serve de referência ao custo.
Leia os protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, informe o custo de aquisição do hospital e os códigos TUSS dos itens.
Informe sala cirúrgica, acomodação e custos operacionais no modo simplificado ou no custeio detalhado por centro de custo.
Defina tributos e margem e obtenha o preço de equilíbrio e o preço do procedimento, comparados à referência Evodux e aos benchmarks.
Envie as contas reais do procedimento para cruzar a utilização com o protocolo e medir faturamento, receita líquida, custo e resultado.
Compare uma proposta da operadora ou um pacote particular com o seu custo, teste cenários e, após implantar, acompanhe previsto e realizado.
Origem de cada informação
Todo indicador com o botão i abre a rastreabilidade completa: dado de origem, fonte, premissa e fórmula. Valores sem base aparecem como não informado e nunca como zero.
Caso índice clínico
Premissas que orientam o protocolo-base e a precificação.
| Premissa | Caso índice Evodux |
|---|---|
| Paciente de referência | Mulher adulta, 35 anos, ASA I ou II, não tabagista: pressupostos do cenário econômico, não critérios suficientes de elegibilidade clínica individual |
| Peso / altura / IMC | 65 kg / 1,65 m / 23,9 kg/m² |
| Condição clínica | Cenário: excesso localizado de gordura em abdome, flancos e dorso, com desejo de aumento de projeção glútea; procedimento eletivo estético em paciente clinicamente estável. A indicação em cada paciente é decisão assistencial |
| Comorbidades | Sem comorbidade relevante no cenário e sem uso de anticoagulante; a ausência de comorbidade informada não dispensa a avaliação individual nem fatores de risco não descritos |
| Procedimento | Lipoaspiração de tronco (abdome, flancos e dorso) associada a enxerto autólogo glúteo subcutâneo, no mesmo tempo cirúrgico. A configuração de recursos identifica separadamente orientação ultrassonográfica, sistema de transferência e injeção e respectivos consumíveis. Volumes e técnica são definidos pela equipe assistencial; os valores desta ferramenta dimensionam recursos hospitalares |
| Códigos de referência | Procedimento estético de referência: lipoescultura de tronco com enxerto glúteo. Código assistencial ou de faturamento deve corresponder à descrição e ao contrato aplicáveis; este produto não atribui automaticamente código por analogia. Código TUSS e cobertura são conceitos distintos |
| Volumes | Aspirado total de até 4.500 mL no cenário de referência, abaixo do limiar de 5.000 mL a partir do qual a lipoaspiração é considerada de grande volume [C1]. A norma do CFM limita o volume aspirado, medido como sobrenadante, a 7% do peso corporal na técnica infiltrativa e a área tratada a 40% da superfície corporal, pede que os limites máximos de volume e de área não coincidam no mesmo ato e que a lipoaspiração não seja associada a outros procedimentos quando a relação entre volume e área estiver perto do máximo [C6]. Para 65 kg, 7% correspondem a 4.550 mL de sobrenadante, grandeza diferente do aspirado total. A área tratada não é informada no cenário e é avaliada em cada paciente, considerando também o enxerto associado; o produto não libera nem proíbe um caso individual. Enxerto de até 400 mL por glúteo e infiltração de até 4.000 mL são parâmetros econômicos do cenário |
| Técnica anestésica | Anestesia geral com intubação adotada na configuração econômica de referência: indução venosa, manutenção com sevoflurano e mudança de decúbito ventral e dorsal. Recuperação neuromuscular avaliada quantitativamente antes da extubação [A7]. A escolha da técnica é do anestesiologista |
| Técnica do procedimento | Marcação prévia em pé; posicionamento em decúbito ventral e depois dorsal; infiltração superúmida do subcutâneo com soro fisiológico e epinefrina [C1]; lipoaspiração com cânulas reutilizáveis; coleta da gordura, decantação e transferência; enxerto nos glúteos somente no plano subcutâneo, sem injeção no músculo [C2][C3]; síntese das incisões, sem dreno. O consenso multissocietário recomenda orientação por ultrassom em todo enxerto glúteo e, acima de 200 mL por glúteo, injeção por bomba em vez de seringa, com cânula de 4 mm ou mais [C3]. Com até 400 mL por glúteo no cenário, a orientação ultrassonográfica e o sistema de transferência e injeção constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica. A recomendação é de sociedade médica internacional (nível de evidência 4), não norma legal brasileira. A epinefrina a 1 mg por litro (1:1.000.000) está na faixa de concentração da fonte [C1]. A solução sem lidocaína é parâmetro do cenário; a fonte admite evitar a lidocaína sob anestesia geral quando a toxicidade preocupa [C1]. Técnica, áreas e volumes são definidos pela equipe assistencial; os valores desta ferramenta dimensionam recursos hospitalares |
| Profilaxia antibiótica | A composição-base inclui o quantitativo econômico indicado de cefazolina (2 frascos de 1 g). Consumo adicional por duração, perdas ou protocolo institucional é registrado separadamente, no protocolo institucional, e só altera o custo quando ativado. A janela de referência para redose é contada da administração pré-operatória, e não da incisão [A4]: dose às 8 h, incisão às 9 h e fim às 13 h somam 5 horas desde a dose. A diretriz lista profilaxia em cirurgia plástica limpa com fatores de risco ou limpa-contaminada [A4]; indicação, dose e redose são decisões assistenciais |
| Hemostasia | Ácido tranexâmico por via venosa: o estudo citado, prospectivo e não randomizado, com 20 mulheres, usou 10 mg/kg antes e depois da cirurgia e observou menor perda sanguínea na lipoaspiração [A5]. A composição-base custeia 4 ampolas de 250 mg (1 g) como quantitativo econômico; isso não reproduz o esquema do estudo e não é prescrição |
| Prevenção de tromboembolismo | Estratégia preventiva individualizada a partir do risco clínico e do procedimento; recursos mecânicos e eventual consumo farmacológico são discriminados no custo institucional. A referência de 2023 da ASPS indica compressão sequencial para pacientes sob anestesia geral endotraqueal e decisão de quimioprofilaxia caso a caso, pela avaliação individual de risco, com o escore de Caprini de 2005 como ferramenta preferida [P1][P3]. O cenário custeia perneira de compressão pneumática intermitente, meia de compressão e deambulação precoce, sem anticoagulante programado; meia e compressão pneumática são recursos distintos. O escore de Caprini depende de fatores que o cenário não informa, como história pessoal e familiar e uso de hormônios, e por isso não é calculado pelo produto |
| Temperatura | Monitorização da temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita [A1] e aquecimento ativo por ar forçado durante a cirurgia, com aquecimento de fluidos descrito na mesma fonte [A6]. O sensor de temperatura e o aquecimento de fluidos constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica |
| Sondagem vesical | Sonda vesical de demora durante a cirurgia, retirada na internação antes da alta: parâmetro do cenário, sem fonte bibliográfica específica. Gel lubrificante e água destilada para o balão constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica |
| OPME | Não há OPME no caso índice (zero confirmado). Ausência de OPME não significa ausência de equipamentos: ultrassom e sistema de injeção constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica |
| UTI | Zero diária de UTI programada no cenário; não exclui necessidade por intercorrência |
| Permanência prevista | 1 diária em apartamento standard (ou enfermaria) como parâmetro econômico; a alta é decisão do médico assistente pelos critérios institucionais, não automática em 24 horas |
Jornada e permanência do caso índice
| Etapa | Caso índice Evodux |
|---|---|
| Admissão | No dia da cirurgia, em jejum conforme o protocolo anestésico, com exames, avaliação pré-anestésica e marcação em pé prévios fora deste custo |
| Sala cirúrgica | Até 4 horas, da entrada na sala à saída: indução anestésica, sondagem vesical, posicionamento em decúbito ventral, antissepsia, infiltração, lipoaspiração de dorso e flancos, preparo da gordura e enxertia nos glúteos, mudança para decúbito dorsal com nova antissepsia e campos, infiltração e lipoaspiração de abdome e flancos, síntese e curativos |
| Recuperação (RPA) | Até 2 horas após a cirurgia, com monitorização até os critérios de alta da recuperação |
| Unidade de internação | Apartamento standard ou enfermaria: analgesia multimodal, profilaxia de náusea, hidratação até a aceitação da dieta, deambulação precoce, meia de compressão, vigilância de sangramento e de sinais respiratórios, retirada da sonda vesical |
| UTI | Não programada. Transferência somente por intercorrência (sinais de embolia gordurosa ou pulmonar, sangramento com instabilidade, evento cardiorrespiratório), tratada como evento fora do caso índice |
| Alta | Parâmetro de custeio: 1 diária. A decisão de alta é do médico assistente, pelos critérios institucionais do hospital; dor controlada por analgesia oral, ausência de sangramento ativo e de queixa respiratória, dieta aceita, deambulação e diurese espontânea após a retirada da sonda são critérios de referência do cenário, sem fonte bibliográfica específica. Tempo de sala, recuperação e diária são parâmetros econômicos, não critérios de alta. |
| Total do episódio | 1 diária de acomodação · 0 diária de UTI · 4 horas de sala · 2 horas de recuperação |
Como o caso índice deve ser usado
O caso índice é a referência do custo deste produto: lipoaspiração eletiva de abdome, flancos e dorso com enxerto da gordura nos glúteos em plano subcutâneo, em paciente saudável, com aspirado total de até 4.500 mL, sem dreno, sem UTI programada e com permanência de até uma diária. Antes de comparar o custo de um episódio real com a referência, confirme se ele é comparável a esse caso.
Lipoaspiração de grande volume, lipoaspiração de outras regiões sem enxerto, enxerto em outro plano ou em outra região, uso de tecnologia assistida com ponteira descartável, associação com abdominoplastia, mamoplastia ou outro procedimento, uso de dreno, UTI programada ou permanência prevista acima de uma diária descrevem outro procedimento ou outra jornada. Nesses casos, o custo deste produto não se aplica diretamente e a diferença não deve ser lida como desvio de protocolo.
Protocolo anestésico
Anestesia geral do caso índice: o que será feito, como será realizado e quais recursos sustentam o procedimento.
| O que será feito | Como será feito | O que será utilizado |
|---|---|---|
| Avaliação e preparação | Confirmar o enquadramento no caso índice, o jejum, o plano anestésico e puncionar acesso venoso periférico. | Avaliação antes da anestesia, cateter venoso 20G e equipo. Jejum conforme a diretriz da ASA para adultos saudáveis em procedimento eletivo, com líquidos claros até 2 horas antes [A2]; a elegibilidade e o jejum de cada paciente são avaliados individualmente. |
| Monitorização | Avaliar continuamente oxigenação, ventilação e circulação, com pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos, e monitorar a temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita. | Cardioscopia, oximetria de pulso, pressão não invasiva, capnografia e temperatura [A1]; monitorização neuromuscular quantitativa [A7]. Linha de amostragem da capnografia, sensor de temperatura e monitor neuromuscular com seus consumíveis constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica. |
| Ansiólise | Administrar benzodiazepínico em dose baixa antes da indução, quando indicado. | Midazolam: provisão econômica de 1 ampola; a administração é condicional à indicação do anestesiologista. |
| Indução e intubação | Induzir por via venosa com opioide, hipnótico e bloqueador neuromuscular e intubar a traqueia. | Fentanila, propofol, lidocaína, rocurônio, tubo endotraqueal 7,0 com balonete e cânula de Guedel. Apresentações e quantidades são provisão econômica, não doses individuais. |
| Manutenção e mudança de decúbito | Manter anestesia inalatória em baixo fluxo e mudar para decúbito ventral e de volta para dorsal com via aérea protegida, coxins e proteção dos pontos de pressão, na técnica adotada na configuração econômica. | Sevoflurano, filtro trocador de calor e umidade e complemento de rocurônio. Coxins e mesa cirúrgica são estrutura da sala. |
| Profilaxia antibiótica | Administrar a profilaxia antibiótica indicada pela equipe, com cefazolina em até 60 minutos antes da incisão. | Cefazolina 1 g, 2 frascos: quantitativo econômico da composição-base [A4]. A janela de referência para redose é contada da administração pré-operatória, e não da incisão [A4]; consumo adicional por duração, perdas ou protocolo institucional é registrado separadamente. |
| Redução do sangramento | Administrar ácido tranexâmico por via venosa conforme a decisão da equipe. | Ácido tranexâmico 250 mg, 4 ampolas (1 g): quantitativo econômico. O estudo citado usou 10 mg/kg antes e depois da cirurgia [A5]; a composição não reproduz esse esquema e não constitui prescrição. |
| Profilaxia de náusea e vômito | Profilaxia multimodal e tratamento de resgate individualizados conforme risco, medicamentos previamente administrados e intervalo entre doses. | Dexametasona e ondansetrona como parâmetros de custo da profilaxia [A3]. A composição econômica distingue recursos previstos de consumo efetivo. |
| Prevenção de hipotermia | Aquecer ativamente a paciente durante a cirurgia e acompanhar a temperatura. | Manta descartável para aquecimento por ar forçado, modelo para membros inferiores [A6]; compatibilidade com o campo operatório e instruções de uso definidas pelo hospital na aquisição. O aquecedor é equipamento da sala. O aquecimento de fluidos, descrito na mesma fonte, consta dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica. |
Suporte durante e ao fim da anestesia
| O que será feito | Como será feito | O que será utilizado |
|---|---|---|
| Analgesia intraoperatória | Iniciar a analgesia multimodal antes do despertar. | Dipirona: parâmetro econômico, sem estudo específico citado. |
| Hidratação e balanço hídrico | Manter reposição venosa conforme avaliação da equipe, considerando o volume infiltrado, e registrar infiltrado, infundido, aspirado e diurese. | Ringer com lactato, 4 bolsas de 500 mL: quantitativo de aquisição e consumo econômico, não prescrição. O registro de todos os líquidos é recomendado pela fonte [C1]. A série citada, de lipoaspiração isolada, descreve reposição de manutenção mais infiltrado e, a partir de 4 L aspirados, 0,25 mL de cristaloide por mL acima de 4 L [P2]; ela não constitui algoritmo de reposição para a associação com enxerto glúteo. |
| Recuperação do bloqueio neuromuscular | Avaliar quantitativamente a recuperação neuromuscular antes da extubação; escolha do antagonista individualizada pela equipe anestésica, conforme a profundidade do bloqueio. | Neostigmina associada à atropina como parâmetro de custo, sem conversão de frascos em dose [A7]. Monitor e consumíveis constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica. |
| Extubação e transferência | Extubar após confirmação da recuperação neuromuscular e dos critérios assistenciais de extubação e transferir para a recuperação. | Aspiração de vias aéreas, seringas e agulhas de preparo. Recuperação confirmada por monitorização quantitativa [A7]. |
Precificação do protocolo anestésico
Itens e custos do protocolo anestésico, com a referência Evodux e o custo do hospital.
Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.
Referências bibliográficas do protocolo anestésico
Literatura técnico-científica utilizada e sua aplicação específica no protocolo.
Configuração anestésica e aderência bibliográfica
Delimitação entre as recomendações consultadas e a configuração efetivamente precificada.
Protocolo do procedimento
Lipoaspiração de tronco com enxerto de gordura nos glúteos descrita pelo que será feito, como e com quais recursos.
Preparo, posicionamento e infiltração
| O que será feito | Como será feito | O que será utilizado |
|---|---|---|
| Profilaxia mecânica | Calçar a meia de compressão e instalar as perneiras de compressão pneumática intermitente antes da indução. | Perneira descartável de compressão pneumática intermitente (par) e meia de compressão: recursos distintos, sem substituição de um pelo outro. A referência de 2023 da ASPS indica compressão sequencial sob anestesia geral endotraqueal [P3]; o compressor é equipamento. |
| Sondagem vesical | Passar sonda vesical de demora após a indução, para controle da diurese durante a cirurgia. | Sonda Foley 2 vias nº 14 e coletor de sistema fechado: parâmetro do cenário. Gel lubrificante e água destilada para o balão constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica. |
| Posicionamento | Posicionar em decúbito ventral para dorso, flancos e glúteos e depois em decúbito dorsal para abdome e flancos anteriores, com coxins e proteção dos pontos de pressão. | Mesa cirúrgica e coxins (estrutura da sala). A sequência de decúbitos é opção do cenário. |
| Antissepsia | Degermar e aplicar antisséptico alcoólico em toda a área a tratar, repetindo na mudança de decúbito. | Clorexidina degermante 2% e clorexidina alcoólica 0,5%, frascos de 100 mL, 2 de cada: parâmetro de aquisição; a cobertura da área tratada é verificada pela equipe. O ensaio citado usou clorexidina 2% em álcool isopropílico 70% em cirurgia limpa-contaminada [C5]; ele não valida diretamente a solução de 0,5% em cirurgia limpa. |
| Campos e paramentação | Montar o campo estéril e paramentar a equipe, refazendo os campos na mudança de decúbito. | Campos cirúrgicos estéreis, aventais e luvas: quantidades do cenário, incluindo as trocas na mudança de decúbito. |
| Infiltração | Infiltrar o subcutâneo das áreas a tratar com solução superúmida, de 1 a 2 mL por mL de gordura a remover. | Soro fisiológico 1.000 mL, 4 bolsas, com 1 ampola de epinefrina 1 mg por bolsa (1 mg por litro); equipo macrogotas ligado à bomba infiltradora (equipamento), com compatibilidade definida pelo fabricante da bomba. A razão superúmida se refere à gordura a remover, não ao aspirado total [C1]. A epinefrina vai de 1:100.000 a 1:1.000.000, sem passar de 0,07 mg/kg; evitar em feocromocitoma, hipertireoidismo, hipertensão grave, cardiopatia e doença vascular periférica [C1]. Conferência de consistência, não recomendação de administração: 4 mg em 65 kg correspondem a 0,0615 mg/kg, e o limiar de 0,07 mg/kg para 4 mg corresponde a 57,14 kg. A quantidade efetiva depende da solução usada. |
Lipoaspiração e coleta da gordura
| O que será feito | Como será feito | O que será utilizado |
|---|---|---|
| Incisões de acesso | Fazer pequenas incisões de acesso nas áreas marcadas. | Lâmina de bisturi nº 11. |
| Lipoaspiração | Aspirar a gordura de dorso, flancos e abdome com cânulas, em planos e túneis múltiplos, até o contorno planejado, dentro do volume do cenário. | Cânulas reutilizáveis, aspirador cirúrgico e extensões de aspiração. Aspirado total de até 4.500 mL, abaixo do grande volume [C1]; limites de volume e área da norma do CFM, considerando o enxerto associado, avaliados em cada paciente [C6]. |
| Coleta da gordura | Coletar a gordura destinada ao enxerto em frasco coletor e deixar decantar, descartando a fração líquida. | Frasco coletor para lipoaspiração, 2 L: esterilidade, uso único e compatibilidade com coleta de gordura para enxerto conforme rotulagem e instruções do fabricante adotado pelo hospital. O restante do aspirado vai para o reservatório do aspirador; bolsa descartável no reservatório, se usada, é outra configuração. |
Enxerto de gordura nos glúteos
| O que será feito | Como será feito | O que será utilizado |
|---|---|---|
| Preparo do enxerto | Transferir a gordura decantada para o sistema de transferência e injeção adotado. | Seringas descartáveis de 60 mL com bico cateter, 10 unidades, na composição-base. Compatibilidade com o sistema de transferência e capacidade para o volume do cenário dependem do sistema adotado, descrito entre os recursos adicionais do protocolo, fora da modelagem econômica. |
| Enxertia nos glúteos | Injetar a gordura somente no plano subcutâneo, com cânula de 4 mm ou mais e orientação por ultrassom [C3], sem angular a cânula para baixo [C2] e sem atravessar a fáscia do músculo glúteo. | Cânulas de enxertia reutilizáveis. O consenso multissocietário recomenda incorporar o ultrassom a todo enxerto glúteo e, acima de 200 mL por glúteo, injeção por bomba em vez de seringa [C3]; uma série de casos mostrou a confirmação do plano subcutâneo em tempo real [C4]. Com até 400 mL por glúteo no cenário, orientação ultrassonográfica, proteção estéril e gel do transdutor e sistema de transferência e injeção constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica. Ultrassom de orientação não equivale a lipoaspiração assistida por ultrassom. |
Síntese e curativo
| O que será feito | Como será feito | O que será utilizado |
|---|---|---|
| Síntese | Fechar as incisões de acesso com pontos simples. | Fio náilon 4-0, 3 envelopes: quantidade do cenário. |
| Curativo e transferência | Aplicar curativos nas incisões e transferir a paciente para a recuperação. | Gaze, compressas e fita adesiva microporosa. Malha ou cinta compressiva é adquirida pela paciente e fica fora deste custo. |
Precificação do protocolo do procedimento
Medicamentos e materiais diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.
Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.
Precificação da OPME
Configuração padrão do caso índice e regra econômica para variações.
- Cânulas reutilizáveis de infiltração, de lipoaspiração e de enxertia
- Lipoaspiração convencional a vácuo ou assistida por motor com cânulas reutilizáveis
- Coleta em frasco descartável e transferência por seringas
- Ponteiras ou cânulas descartáveis de tecnologia assistida (ultrassom, laser, radiofrequência)
- Kits descartáveis fechados de processamento de gordura
- Dreno de sucção
- Cânulas descartáveis de uso único
O sistema de transferência/injeção e os demais recursos adicionais constam da descrição do protocolo e não integram esta modelagem econômica.
Composição detalhada da OPME padrão
| Componente | Qtd. | Especificação de referência | Linha de custo |
|---|---|---|---|
| Não se aplica | 0 | O caso índice não usa OPME. Instrumental e equipamentos reutilizáveis estão nos custos operacionais | Nenhuma |
Nenhuma linha de OPME compõe o custo do caso índice.
Como interpretar a OPME padrão
A configuração padrão desta versão não tem OPME. O custo direto do procedimento vem de medicamentos, solução de infiltração e materiais descartáveis; a estrutura de lipoaspiração (cânulas, aspirador e bomba infiltradora) é reutilizável e está nos custos operacionais.
Tecnologias assistidas com ponteira descartável, kits fechados de processamento de gordura, drenos e cânulas de uso único representam outra configuração. Elas devem ser custeadas à parte, no protocolo institucional ou no custo do procedimento correspondente, sem alterar a referência do caso índice. O sistema de transferência/injeção e os demais recursos adicionais constam da descrição do protocolo e não integram esta modelagem econômica.
Referências bibliográficas do protocolo do procedimento
Literatura técnico-científica utilizada no protocolo do procedimento.
Protocolo pós-procedimento
O que será feito, como será conduzido e quais recursos compõem a internação índice.
| O que será feito | Como será feito | O que será utilizado |
|---|---|---|
| Recuperação após a cirurgia (RPA) | Manter monitorização até os critérios institucionais de alta da recuperação e transferir para a unidade de internação. | Monitorização, oxigênio quando necessário e analgesia, conforme a rotina e os critérios da recuperação pós-anestésica do hospital. |
| Analgesia multimodal | Manter analgésico e anti-inflamatório em horário fixo e opioide apenas como resgate. | Dipirona, cetoprofeno e tramadol: quantidades econômicas, não esquema obrigatório; tramadol separado como resgate. |
| Náusea e vômito | Tratar náusea com antiemético de resgate de outra classe que não a usada na profilaxia, quando presente. | Ondansetrona, 1 ampola, como parâmetro de custo do resgate no cenário, sem representar a escolha clínica de todos os casos. A fonte recomenda agente de outra classe quando a profilaxia falha; repetir antagonista 5-HT3 pode ser considerado após 6 horas quando não houver alternativa [A3]. |
| Hidratação | Manter hidratação venosa até a aceitação da dieta. | Soro fisiológico 0,9% 500 mL, 2 frascos, e equipo: consumo modelado, não reposição clínica validada. |
Internação, alta e continuidade assistencial
| O que será feito | Como será feito | O que será utilizado |
|---|---|---|
| Prevenção de tromboembolismo | Manter meia de compressão e estimular deambulação precoce; anticoagulante somente se a estratificação individual de risco indicar. | Meia de compressão 7/8, média compressão. Quimioprofilaxia decidida caso a caso pela avaliação individual de risco, com o escore de Caprini de 2005 como ferramenta preferida [P1][P3]; eventual consumo farmacológico é custeado à parte no protocolo institucional. |
| Vigilância | Avaliar sangramento, dor, curativos, diurese e sinais respiratórios (dispneia, queda da saturação, confusão), que exigem avaliação imediata. | Avaliação de enfermagem e do cirurgião. A embolia gordurosa, fatal ou não, é complicação descrita no enxerto glúteo [C2]; sinais de alerta exigem avaliação imediata conforme o protocolo institucional. Não é protocolo de tratamento. |
| Sonda vesical | Retirar a sonda vesical e confirmar diurese espontânea antes da alta. | Retirada e confirmação da diurese individualizadas; parâmetro do cenário. |
| Dieta e deambulação | Liberar dieta e deambulação assim que a paciente estiver acordada e sem náusea. | Dieta hospitalar, incluída na diária da acomodação. |
| Avaliação de alta | Verificar dor, sangramento, sinais respiratórios, aceitação da dieta, deambulação e diurese, e entregar as orientações de alta. | Avaliação e orientações de alta pelos critérios institucionais do hospital. A permanência de 1 diária é parâmetro econômico, não alta automática. |
| Continuidade após a alta | Orientar o uso da malha compressiva, os cuidados com as incisões e o retorno ambulatorial, fora deste custo hospitalar. | Plano de alta e seguimento. Itens após a alta ficam fora do custo hospitalar, sem dispensar os cuidados. |
Precificação do protocolo pós-procedimento
Recursos diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.
Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.
Referências bibliográficas do protocolo pós-procedimento
Literatura técnico-científica utilizada no protocolo pós-procedimento.
Custo do procedimento
Consolidação dos três protocolos precificados e da OPME, na referência Evodux e no custo do hospital.
Recursos adicionais descritos no protocolo
Recursos citados na configuração clínica que não estão entre os 57 itens do inventário. São somente descritivos: não têm preço, quantidade econômica nem cobertura financeira nesta modelagem e não entram no custo, no preço, nos cenários, no orçamento ou nas exportações. Esta lista não afirma custo zero, gratuidade nem inclusão no centro cirúrgico.
Custos operacionais hospitalares
A estrutura que o hospital mantém para realizar o procedimento: sala, recuperação, leito, esterilização, equipamentos, logística e administração. Cada hospital tem o seu custo.
Custeio do hospital
Tempos e permanência do caso índice
Direcionadores que convertem a estrutura em custo do episódio. Em branco, vale a referência do protocolo Evodux.
Modo simplificado
No modo simplificado a RPA, a CME, os equipamentos, a logística e o overhead não têm linha própria: estão representados pelo rateio. Para abri-los, utilize o custeio hospitalar detalhado.
Resultado do custeio operacional
Acomodação
A internação é apresentada separadamente para permitir duas configurações de contratação.
Composição de preço do procedimento
Duas configurações de acomodação, com a mesma metodologia de impostos e margem.
Estes valores são a referência Evodux. O custo e o preço do hospital, com os seus próprios dados, estão em e em .
Precificação do procedimento
Do custo hospitalar total ao preço do procedimento, com tributos e margem do hospital. A margem é calculada sobre a receita, nunca somada ao custo.
Identificação do procedimento
Premissas de preço do hospital
Composição do preço
Preço por margem
Posicionamento do preço
Preço de tabela do hospital
Códigos TUSS dos itens
Fórmulas aplicadas
Custo do hospital × referência Evodux
Custo assistencial direto somado à estrutura hospitalar imputada ao episódio. Este é o valor que a receita do procedimento precisa cobrir antes de tributos e margem.
Estrutura do custo: referência Evodux × hospital
Base dos Benchmarks Evodux
Base proprietária Evodux composta por episódios qualificados e comparáveis ao caso índice deste produto.
Como o benchmark é construído
Metodologia de formação das referências de preço por perfil hospitalar.
- Seleção de procedimentos comparáveis ao caso índice.
- Padronização de escopo, OPME, permanência e componentes econômicos.
- Consolidação dos episódios por instituição, evitando concentração por volume.
- Classificação dos hospitais por estrutura, hotelaria, porte e acreditação.
- Formação das referências P1, P2 e P3 dentro de cada perfil.
Benchmarks Evodux · P1 · P2 · P3
Referências de preço do procedimento por perfil hospitalar Evodux.
Posição da proposta e do custo do hospital
Critérios dos perfis P1, P2 e P3
A classificação hospitalar combina três dimensões estruturais; não é percentual aplicado ao custo.
Conta hospitalar atual
Como o procedimento é faturado e recebido hoje em fee for service. Estes dados vêm do faturamento do hospital: envie a conta do procedimento ou informe as médias do período.
Ou informe as médias do faturamento
Médias do período analisado
Composição média da conta faturada
Análise econômica da operação atual
Resultado do procedimento hoje, em conta aberta: quanto é faturado, quanto chega ao caixa, quanto custa e quanto sobra.
Pacote particular do procedimento
Orçamento da lipoescultura para a paciente particular: três opções com acomodação, OPME, tempo de sala e diárias, proteção pelas contas reais, condições do pacote e de pagamento.
1. Custos-base do hospital
| Grupo | Base de cálculo | Custo unitário (R$) | Origem |
|---|---|---|---|
| Taxa de sala | Custo-hora da sala cirúrgica | ||
| Diária · Apartamento standard | Custo da diária | ||
| Diária · Enfermaria | Custo da diária | ||
| Materiais e medicamentos | Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento | ||
| OPME padrão | Não há OPME no caso índice (valor zero confirmado) | ||
| Exames e avaliação antes do procedimento | Hospital |
| Cirurgião plástico | |
| Auxiliar | |
| Anestesiologista | |
2. Proteção contra intercorrências
3. Premissas de preço do hospital
4. Três opções para o paciente
5. Condições de pagamento
6. Comparação com a conta aberta do hospital
7. Condições do pacote e adicionais
Não incluído no pacote
Preço dos adicionais
8. Orçamento para o paciente
9. Projeção
10. Referências de preço particular publicadas
Fórmulas aplicadas
Análise de conta do procedimento
Transforme contas hospitalares reais da lipoescultura em inteligência econômica: o que foi utilizado frente ao protocolo, quanto custou economicamente cada episódio e como ele se comportaria se fosse remunerado por uma proposta de pacote da operadora.
Arraste contas em PDF, XLSX, XLS, CSV ou TXT
Uma conta por arquivo. Em XLSX ou CSV, uma coluna de episódio ou atendimento permite importar várias contas no mesmo arquivo.
Como a leitura funciona
XLSX e CSV: o cabeçalho é identificado automaticamente (descrição, quantidade, unidade, valor unitário, valor total, grupo). PDF: o texto é extraído no navegador e as linhas com descrição e valores são estruturadas; PDFs digitalizados como imagem não têm texto legível e devem ser enviados em XLSX ou CSV. Convenção numérica: vírgula decimal e ponto de milhar (1.234,56); também são aceitos 1,234.56 e 1234.56, que não têm ambiguidade. Valores ambíguos ou com agrupamento malformado (por exemplo 1,234,567 ou 12.34,56) não são convertidos: a linha entra como incerta, com o campo indicado, para revisão. Números nativos de planilha são preservados. Cada item é classificado nas categorias econômicas Evodux por dicionário técnico e comparado com os itens do protocolo. Nenhuma classificação é considerada definitiva antes da validação do usuário.
Pacote proposto pela operadora
Informe a proposta recebida. O produto calcula receita, resultado e margem do hospital, o preço de equilíbrio e o preço necessário para a margem-alvo.
Conta aberta × pacote
O mesmo procedimento em dois modelos de remuneração: o que o hospital recebe e ganha hoje em fee for service e o que passaria a receber e ganhar no pacote proposto.
Volume
Preço, margem e ponto de equilíbrio
O preço mínimo que cobre custo e encargos e o preço que entrega a margem desejada, calculados com a margem sobre a receita, nunca somando percentual ao custo.
Margem-alvo
Faixa de negociação
A régua mostra a posição econômica de cada valor. Ela não indica se a proposta deve ser aceita ou recusada: essa decisão é do hospital.
Cenários e sensibilidade
Altere premissas de consumo, custo, preço e volume e veja o efeito imediato sobre custo, resultado e margem. Os valores iniciais são os do cenário atual do hospital.
Sensibilidade do resultado por episódio a uma variação de 10% em cada direcionador
Risco econômico do pacote
No pacote, a variação de consumo deixa de gerar receita adicional e passa a afetar diretamente o resultado do hospital. Estes cenários mostram quanto a margem depende da utilização.
Variabilidade do custo por episódio
Informe a distribuição do custo por episódio apurada pelo hospital ou utilize as contas analisadas. Com dados individuais, a distribuição é calculada automaticamente.
Preparação para negociação
Preparação econômica do hospital para negociar o pacote: posição da proposta, argumentos baseados em custo, riscos e cláusulas que protegem o resultado.
Cláusulas a pactuar
Registre a situação de cada ponto na negociação. As regras abaixo são as da base técnica Evodux; onde a base não define regra, o ponto aparece como a pactuar.
Roteiro de implantação
Como levar o produto do diagnóstico à operação: fases, responsáveis e entregas mínimas.
Confirmar que a população que o hospital pretende operar corresponde ao caso índice. Enviar contas históricas do procedimento e cruzar a utilização real com o protocolo Evodux.
Informar os custos de aquisição do hospital item a item e custear a estrutura: sala cirúrgica, RPA, internação e custos operacionais.
Apresentar o protocolo às equipes assistenciais, identificar onde a prática atual diverge da referência e levar cada divergência à governança clínica.
Quando a prática do hospital for mantida e diferir da referência, aprovar a divergência, registrar a versão e ativar o protocolo institucional, que recalcula o custo.
Definir o preço do procedimento a partir do custo, dos tributos e da margem, e compará-lo com a conta atual, os benchmarks e eventuais propostas da operadora.
Atualizar kit do procedimento e OPME padrão, prescrição de referência, cadastro de itens com código TUSS e tabela de preços do hospital.
Acompanhar os primeiros episódios caso a caso: consumo, tempo de sala, RPA, permanência, exceções e resultado econômico, comparando previsto e realizado.
Revisar custo, protocolo e indicadores no rito definido pela governança. Atualização de preço não altera o protocolo; alteração de protocolo exige revisão da precificação.
Papéis e responsabilidades
| Área | Responsabilidade na implantação |
|---|---|
| Direção executiva | Patrocina a implantação, aprova a decisão econômica e as mudanças de protocolo com impacto financeiro relevante. |
| Direção técnica / clínica | Coordena a governança clínica e responde pela aprovação técnica do protocolo institucional. |
| Coordenação de cirurgia plástica | Valida a técnica de lipoaspiração e de enxertia, os volumes de referência, os materiais especiais e as justificativas de exceção e reclassificação. |
| Anestesiologia | Valida a técnica anestésica e os recursos anestésicos precificados. |
| Enfermagem do centro cirúrgico e da internação | Valida tempos, RPA, posicionamento e mudança de decúbito, prevenção de hipotermia, sondagem vesical, cuidados com as incisões e rotinas de alta. |
| Farmácia e suprimentos | Parametriza kits, medicamentos, materiais e OPME; fornece custos de aquisição. |
| Controladoria e custos | Informa custos próprios, custeio por centro de custo e acompanha previsto × realizado. |
| Faturamento | Parametriza a tabela de preços e os códigos TUSS do procedimento e dos itens. |
| Qualidade e segurança do paciente | Acompanha os indicadores assistenciais e os eventos adversos relacionados ao procedimento. |
| Relacionamento com operadoras | Conduz a discussão comercial com a operadora a partir da análise econômica aprovada internamente. |
Entregas mínimas da implantação
Marque cada entrega concluída. O registro fica salvo neste navegador e entra nos cenários salvos e na exportação de dados.
Governança clínica
Como o hospital garante que o protocolo é seguido com segurança, que as exceções são decididas por quem tem responsabilidade clínica e que o resultado econômico não é obtido à custa da qualidade.
Comitê de governança clínica do protocolo
O que a governança clínica acompanha
| Tema | O que observar | Onde no produto |
|---|---|---|
| Aderência ao caso índice | Episódios custeados como lipoescultura que não correspondem ao caso índice. | |
| Aderência ao protocolo | Utilização real de medicamentos, materiais e OPME frente à referência. | |
| Tempos e permanência | Tempo de sala acima de 4 h, recuperação acima de 2 h e permanência acima de 1 diária. | |
| OPME | Ponteiras ou cânulas descartáveis de tecnologia assistida, kits descartáveis de processamento de gordura e drenos, com justificativa. | |
| Qualidade e segurança | Seroma, hematoma, infecção do sítio cirúrgico, necrose cutânea, sinais de embolia gordurosa, tromboembolismo venoso, hipotermia, transferência não programada para UTI e readmissão relacionadas ao procedimento. |
Registro de decisões da governança clínica
Aprovação de protocolo divergente
O que fazer quando a prática atual do hospital difere do protocolo de referência Evodux.
Primeiro, classificar a divergência
Fluxo de aprovação
- Identificação. A divergência é identificada pela equipe assistencial, pela análise de contas ou pela controladoria e registrada como solicitação.
- Dossiê técnico. Descrição da prática atual e da referência Evodux, justificativa clínica, referências bibliográficas, itens e quantidades afetados e impacto esperado em segurança.
- Avaliação econômica. Diferença de custo por episódio calculada no produto, com efeito sobre custo hospitalar total, preço do procedimento e margem.
- Parecer da governança clínica. O comitê avalia o dossiê e emite parecer técnico.
- Aprovação formal. Direção técnica aprova o protocolo; direção executiva aprova quando houver impacto econômico relevante.
- Versionamento. O protocolo institucional é registrado como versão customizada vinculada à v1.0, com data, alterações realizadas e responsável.
- Parametrização e comunicação. Atualizar kit, prescrição de referência, cadastro e faturamento; comunicar à operadora quando a mudança afetar preço ou contrato vigente.
- Monitoramento. Acompanhar os episódios seguintes no previsto × realizado e nos indicadores assistenciais.
Solicitações de mudança de protocolo
Registre cada divergência. O impacto econômico é calculado sobre o custo hospitalar total desta análise e, se houver proposta da operadora, sobre o resultado no pacote.
Protocolo institucional
A versão do protocolo adotada pelo hospital, vinculada à referência Evodux Base técnica Evodux de lipoescultura v1.2. A referência não é alterada: o protocolo institucional é uma camada do hospital sobre ela.
Identificação da versão
Alterações em relação à referência Evodux
Onde editar
Indicadores
Indicadores assistenciais e econômicos para acompanhar se o resultado econômico do procedimento se sustenta sem comprometer a qualidade.
Eventos assistenciais do período
Janelas de acompanhamento, vínculo com o procedimento e critérios de exclusão devem ser definidos antes da apuração. Com volume pequeno, leia contagens absolutas junto das taxas.
Previsto × realizado
Depois da contratação, registre o realizado por período e compare com o que foi previsto na negociação.
Dashboards
Visão executiva da economia do procedimento. Painéis sem dados indicam o que precisa ser informado.
Metodologia de precificação Evodux
Do protocolo ao custo e ao preço do procedimento e ao resultado econômico do hospital, com rastreabilidade técnica e econômica.
- Definição do caso índice e das premissas clínicas de modelagem.
- Descrição dos protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento.
- Vinculação das referências bibliográficas às premissas de cada protocolo.
- Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos.
- Consolidação do custo do procedimento.
- Incorporação dos custos operacionais e da acomodação.
- Composição de preço do procedimento com impostos e margem hospitalar.
- Comparação do preço final com os Benchmarks Evodux.
- Governança clínica e roteiro de implantação no hospital.
A atualização econômica pode ocorrer sem alterar o protocolo quando muda apenas preço unitário. Alterações recorrentes de recurso, população, OPME ou risco exigem revisão da configuração e de suas referências. Essa separação preserva a rastreabilidade e impede que uma condição comercial local se torne, por engano, uma nova premissa clínica do produto.
Camada econômica do hospital
- Caso índice e premissas clínicas de modelagem (Base técnica Evodux de lipoescultura v1.2).
- Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, com referências bibliográficas vinculadas.
- Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos: custo assistencial direto.
- Imputação da estrutura hospitalar: sala cirúrgica, RPA, internação, CME, equipamentos, farmácia e logística, overhead e outros centros.
- Custo hospitalar total do episódio.
- Conta atual em fee for service: faturamento, glosas, receita líquida, tributos, resultado e margem.
- Proposta de pacote: receita, resultado, margem, preço de equilíbrio e preço para margem-alvo.
- Contexto de preço pelos Benchmarks Evodux P1, P2 e P3.
- Cenários, variabilidade, risco e volume.
- Governança, negociação e acompanhamento previsto × realizado.
Fórmulas
| Grandeza | Fórmula |
|---|---|
| Receita líquida | Faturamento − glosas e ajustes |
| Resultado | Receita líquida − tributos e percentuais incidentes − custo hospitalar total − repasses |
| Margem | Resultado ÷ receita líquida |
| Preço de equilíbrio | Custo ÷ (1 − tributos − outros percentuais incidentes); com glosa esperada g: Custo ÷ [(1 − g) × (1 − tributos − outros)] |
| Preço para margem-alvo | Custo ÷ (1 − tributos − margem − demais percentuais incidentes sobre receita) |
| Sala cirúrgica no procedimento | Tempo utilizado × custo por minuto produtivo; custo por minuto = custo mensal ÷ (horas produtivas × 60) |
| RPA no procedimento | Tempo de RPA × custo-hora RPA |
| Internação | Permanência × custo paciente-dia |
| Equipamento | [(Valor de aquisição ÷ vida útil) + manutenção anual] ÷ horas de uso anuais × tempo no procedimento |
| Referência Evodux simplificada | 5% × (custo direto + sala cirúrgica + acomodação) |
Conferência: com os valores da base (custo hospitalar R$ 4.480,96, tributos 8,65% e margem 10% sobre a receita) a fórmula de preço para margem-alvo reproduz o preço de referência Evodux de R$ 5.508,25 em apartamento standard.
Proteção de dados
O produto não requer dados de pacientes. Identificadores presentes em arquivos importados são descartados na leitura; o episódio é identificado por código técnico. Os dados informados ficam armazenados no navegador do usuário e só são transferidos quando exportados por ele. Recomenda-se que as contas sejam extraídas do sistema hospitalar já sem identificação do paciente.
Disclaimer e limitações
Premissas, limitações e condições de uso.
Índice de referências
Mapa rápido das fontes utilizadas no produto e referências completas.
| Código | Escopo | Referências |
|---|---|---|
| A1-A7 | Protocolo anestésico | ASA monitorização básica · ASA jejum pré-operatório 2023 · Quinto consenso de náusea e vômito pós-operatórios 2026 · Diretriz de profilaxia antimicrobiana em cirurgia 2013 · Cansancao 2018, ácido tranexâmico na lipoaspiração · Young 2006, hipotermia em cirurgia plástica · ASA 2023, monitorização e antagonismo do bloqueio neuromuscular |
| C1-C6 | Protocolo do procedimento | ASPS 2009, segurança na lipoaspiração · ASERF 2017, mortalidade no enxerto glúteo · Consenso multissocietário 2022, enxerto glúteo · Cansancao 2018, ultrassom no enxerto glúteo · Darouiche 2010, clorexidina alcoólica · Resolução CFM nº 1.711/2003 |
| P1-P3 | Protocolo pós-procedimento | ASPS 2011, relatório de prevenção de tromboembolismo · Trott 1998, reposição volêmica na lipoaspiração · ASPS 2023, prevenção de tromboembolismo em pacientes internados |
Protocolo anestésico
Protocolo do procedimento
Protocolo pós-procedimento
Cenários salvos
Guarde versões da análise para comparar, duplicar, editar e restaurar: referência Evodux, cenário hospital, conta atual, negociação, contraproposta, contratado, previsto e realizado.
Rastreabilidade
Cada indicador com o dado de origem, a fonte, a premissa, a fórmula e o resultado. Nenhum dado ausente é tratado como zero sem aviso.