EVODUXProdutos de inteligência para custos assistenciais
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar

Lipoescultura

EVX-CPL-LIP-01-CPH · CPH-LIPOESCULTURA-TRONCO-GLUTEO · versão 1.2 · data-base out/2026 · produto licenciado

Análise de custos
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar · Cirurgia plástica
Lipoescultura
Custo do procedimento sob a perspectiva do hospital: quanto custa realizar a lipoaspiração de abdome, flancos e dorso com enxerto da gordura nos glúteos, qual preço cobre esse custo com a margem desejada e quanto ele gera hoje em conta aberta.
Lipoescultura
Código do produtoEVX-CPL-LIP-01-CPH
Identificador do produtoCPH-LIPOESCULTURA-TRONCO-GLUTEO
Versão1.2
Data-baseOut/2026
Próxima atualizaçãoAbr/2027

Leitura econômica do procedimento

Resumo do produto

ElementoReferência do produto
O que é o produtoCusto de procedimento cirúrgico hospitalar (CPH): custo do procedimento, estrutura hospitalar e resultado econômico do hospital
Base técnicaBase técnica Evodux de lipoescultura · versão 1.2 · data-base out/2026
ProcedimentoLipoaspiração de abdome, flancos e dorso com enxerto autólogo da gordura nos glúteos, em plano subcutâneo, no mesmo tempo cirúrgico, em caráter eletivo
Códigos TUSSProcedimento estético de referência: lipoescultura de tronco com enxerto glúteo. Código assistencial ou de faturamento deve corresponder à descrição e ao contrato aplicáveis; este produto não atribui automaticamente código por analogia. Código TUSS e cobertura são conceitos distintos
EspecialidadeCirurgia plástica
Escopo hospitalarComponente hospitalar do episódio. Não há OPME no caso índice: cânulas e equipamentos são reutilizáveis e entram nos custos operacionais
Honorários médicosNão incluídos no custo hospitalar (cirurgião plástico, auxiliar e anestesiologista)
Preço de referência EvoduxR$ 5.508,25 (apartamento standard) · R$ 3.792,80 (enfermaria), versão 1.2. Base econômica: materiais e medicamentos dos 57 itens, centro cirúrgico, acomodação e rateio. Os recursos adicionais descritos no protocolo não integram esta modelagem econômica.
Permanência1 diária de acomodação, alta em até 24 horas; UTI não programada
OPME principalNão se aplica: o caso índice não usa órtese, prótese nem material especial implantável
Identificação e data-baseIdentificador interno CPH-LIPOESCULTURA-TRONCO-GLUTEO · código comercial a atribuir pela Evodux · versão 1.2 · data-base out/2026 · centro cirúrgico a R$ 249,50/h (referência Evodux definida em 23/10/2026)
Escopo do produto
Componente hospitalar do episódio. Honorários do cirurgião plástico, do auxiliar e do anestesiologista não integram o custo hospitalar. Exames e consultas antes da internação, malha ou cinta compressiva, curativos, drenagem e retornos após a alta ficam fora deste custo. Códigos TUSS: não atribuído automaticamente.

Como utilizar este produto

Um roteiro em seis etapas, do protocolo ao resultado econômico do hospital.

01Confirmar o caso índice

Verifique se as pacientes do hospital correspondem à lipoescultura eletiva de abdome, flancos e dorso com enxerto da gordura nos glúteos em plano subcutâneo, aspirado de até 4.500 mL, sem dreno e com alta em até 24 horas, que serve de referência ao custo.

02Revisar protocolo e custo

Leia os protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, informe o custo de aquisição do hospital e os códigos TUSS dos itens.

03Custear a estrutura

Informe sala cirúrgica, acomodação e custos operacionais no modo simplificado ou no custeio detalhado por centro de custo.

04Precificar o procedimento

Defina tributos e margem e obtenha o preço de equilíbrio e o preço do procedimento, comparados à referência Evodux e aos benchmarks.

05Medir a operação atual

Envie as contas reais do procedimento para cruzar a utilização com o protocolo e medir faturamento, receita líquida, custo e resultado.

06Avaliar propostas e acompanhar

Compare uma proposta da operadora ou um pacote particular com o seu custo, teste cenários e, após implantar, acompanhe previsto e realizado.

Quatro grandezas que o produto nunca mistura
Faturamento é o que o hospital cobra. Receita líquida é o que efetivamente recebe depois de glosas e ajustes. Custo é o valor dos recursos consumidos para realizar o procedimento. Resultado é a receita líquida menos tributos, encargos incidentes e custo. A conta hospitalar não é custo e o preço negociado não é custo.

Origem de cada informação

Dado EvoduxDado do hospitalConta importadaCalculadoBenchmark

Todo indicador com o botão i abre a rastreabilidade completa: dado de origem, fonte, premissa e fórmula. Valores sem base aparecem como não informado e nunca como zero.

Caso índice clínico

Premissas que orientam o protocolo-base e a precificação.

TUSSCódigo não atribuído por analogia
AnestesiaGeral balanceada
TécnicaLipoaspiração de tronco · enxerto glúteo subcutâneo · sem dreno
Permanência1 diária · sem UTI
PremissaCaso índice Evodux
Paciente de referênciaMulher adulta, 35 anos, ASA I ou II, não tabagista: pressupostos do cenário econômico, não critérios suficientes de elegibilidade clínica individual
Peso / altura / IMC65 kg / 1,65 m / 23,9 kg/m²
Condição clínicaCenário: excesso localizado de gordura em abdome, flancos e dorso, com desejo de aumento de projeção glútea; procedimento eletivo estético em paciente clinicamente estável. A indicação em cada paciente é decisão assistencial
ComorbidadesSem comorbidade relevante no cenário e sem uso de anticoagulante; a ausência de comorbidade informada não dispensa a avaliação individual nem fatores de risco não descritos
ProcedimentoLipoaspiração de tronco (abdome, flancos e dorso) associada a enxerto autólogo glúteo subcutâneo, no mesmo tempo cirúrgico. A configuração de recursos identifica separadamente orientação ultrassonográfica, sistema de transferência e injeção e respectivos consumíveis. Volumes e técnica são definidos pela equipe assistencial; os valores desta ferramenta dimensionam recursos hospitalares
Códigos de referênciaProcedimento estético de referência: lipoescultura de tronco com enxerto glúteo. Código assistencial ou de faturamento deve corresponder à descrição e ao contrato aplicáveis; este produto não atribui automaticamente código por analogia. Código TUSS e cobertura são conceitos distintos
VolumesAspirado total de até 4.500 mL no cenário de referência, abaixo do limiar de 5.000 mL a partir do qual a lipoaspiração é considerada de grande volume [C1]. A norma do CFM limita o volume aspirado, medido como sobrenadante, a 7% do peso corporal na técnica infiltrativa e a área tratada a 40% da superfície corporal, pede que os limites máximos de volume e de área não coincidam no mesmo ato e que a lipoaspiração não seja associada a outros procedimentos quando a relação entre volume e área estiver perto do máximo [C6]. Para 65 kg, 7% correspondem a 4.550 mL de sobrenadante, grandeza diferente do aspirado total. A área tratada não é informada no cenário e é avaliada em cada paciente, considerando também o enxerto associado; o produto não libera nem proíbe um caso individual. Enxerto de até 400 mL por glúteo e infiltração de até 4.000 mL são parâmetros econômicos do cenário
Técnica anestésicaAnestesia geral com intubação adotada na configuração econômica de referência: indução venosa, manutenção com sevoflurano e mudança de decúbito ventral e dorsal. Recuperação neuromuscular avaliada quantitativamente antes da extubação [A7]. A escolha da técnica é do anestesiologista
Técnica do procedimentoMarcação prévia em pé; posicionamento em decúbito ventral e depois dorsal; infiltração superúmida do subcutâneo com soro fisiológico e epinefrina [C1]; lipoaspiração com cânulas reutilizáveis; coleta da gordura, decantação e transferência; enxerto nos glúteos somente no plano subcutâneo, sem injeção no músculo [C2][C3]; síntese das incisões, sem dreno. O consenso multissocietário recomenda orientação por ultrassom em todo enxerto glúteo e, acima de 200 mL por glúteo, injeção por bomba em vez de seringa, com cânula de 4 mm ou mais [C3]. Com até 400 mL por glúteo no cenário, a orientação ultrassonográfica e o sistema de transferência e injeção constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica. A recomendação é de sociedade médica internacional (nível de evidência 4), não norma legal brasileira. A epinefrina a 1 mg por litro (1:1.000.000) está na faixa de concentração da fonte [C1]. A solução sem lidocaína é parâmetro do cenário; a fonte admite evitar a lidocaína sob anestesia geral quando a toxicidade preocupa [C1]. Técnica, áreas e volumes são definidos pela equipe assistencial; os valores desta ferramenta dimensionam recursos hospitalares
Profilaxia antibióticaA composição-base inclui o quantitativo econômico indicado de cefazolina (2 frascos de 1 g). Consumo adicional por duração, perdas ou protocolo institucional é registrado separadamente, no protocolo institucional, e só altera o custo quando ativado. A janela de referência para redose é contada da administração pré-operatória, e não da incisão [A4]: dose às 8 h, incisão às 9 h e fim às 13 h somam 5 horas desde a dose. A diretriz lista profilaxia em cirurgia plástica limpa com fatores de risco ou limpa-contaminada [A4]; indicação, dose e redose são decisões assistenciais
HemostasiaÁcido tranexâmico por via venosa: o estudo citado, prospectivo e não randomizado, com 20 mulheres, usou 10 mg/kg antes e depois da cirurgia e observou menor perda sanguínea na lipoaspiração [A5]. A composição-base custeia 4 ampolas de 250 mg (1 g) como quantitativo econômico; isso não reproduz o esquema do estudo e não é prescrição
Prevenção de tromboembolismoEstratégia preventiva individualizada a partir do risco clínico e do procedimento; recursos mecânicos e eventual consumo farmacológico são discriminados no custo institucional. A referência de 2023 da ASPS indica compressão sequencial para pacientes sob anestesia geral endotraqueal e decisão de quimioprofilaxia caso a caso, pela avaliação individual de risco, com o escore de Caprini de 2005 como ferramenta preferida [P1][P3]. O cenário custeia perneira de compressão pneumática intermitente, meia de compressão e deambulação precoce, sem anticoagulante programado; meia e compressão pneumática são recursos distintos. O escore de Caprini depende de fatores que o cenário não informa, como história pessoal e familiar e uso de hormônios, e por isso não é calculado pelo produto
TemperaturaMonitorização da temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita [A1] e aquecimento ativo por ar forçado durante a cirurgia, com aquecimento de fluidos descrito na mesma fonte [A6]. O sensor de temperatura e o aquecimento de fluidos constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica
Sondagem vesicalSonda vesical de demora durante a cirurgia, retirada na internação antes da alta: parâmetro do cenário, sem fonte bibliográfica específica. Gel lubrificante e água destilada para o balão constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica
OPMENão há OPME no caso índice (zero confirmado). Ausência de OPME não significa ausência de equipamentos: ultrassom e sistema de injeção constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica
UTIZero diária de UTI programada no cenário; não exclui necessidade por intercorrência
Permanência prevista1 diária em apartamento standard (ou enfermaria) como parâmetro econômico; a alta é decisão do médico assistente pelos critérios institucionais, não automática em 24 horas
Regra do caso índice
O caso índice norteia o dimensionamento técnico e econômico. Áreas tratadas, volume infiltrado, volume aspirado, volume enxertado, mudança de decúbito e ausência de dreno são premissas de modelagem, não indicação clínica. Ajustes por anatomia, volume, risco tromboembólico e protocolo institucional seguem responsabilidade assistencial.

Jornada e permanência do caso índice

EtapaCaso índice Evodux
AdmissãoNo dia da cirurgia, em jejum conforme o protocolo anestésico, com exames, avaliação pré-anestésica e marcação em pé prévios fora deste custo
Sala cirúrgicaAté 4 horas, da entrada na sala à saída: indução anestésica, sondagem vesical, posicionamento em decúbito ventral, antissepsia, infiltração, lipoaspiração de dorso e flancos, preparo da gordura e enxertia nos glúteos, mudança para decúbito dorsal com nova antissepsia e campos, infiltração e lipoaspiração de abdome e flancos, síntese e curativos
Recuperação (RPA)Até 2 horas após a cirurgia, com monitorização até os critérios de alta da recuperação
Unidade de internaçãoApartamento standard ou enfermaria: analgesia multimodal, profilaxia de náusea, hidratação até a aceitação da dieta, deambulação precoce, meia de compressão, vigilância de sangramento e de sinais respiratórios, retirada da sonda vesical
UTINão programada. Transferência somente por intercorrência (sinais de embolia gordurosa ou pulmonar, sangramento com instabilidade, evento cardiorrespiratório), tratada como evento fora do caso índice
AltaParâmetro de custeio: 1 diária. A decisão de alta é do médico assistente, pelos critérios institucionais do hospital; dor controlada por analgesia oral, ausência de sangramento ativo e de queixa respiratória, dieta aceita, deambulação e diurese espontânea após a retirada da sonda são critérios de referência do cenário, sem fonte bibliográfica específica. Tempo de sala, recuperação e diária são parâmetros econômicos, não critérios de alta.
Total do episódio1 diária de acomodação · 0 diária de UTI · 4 horas de sala · 2 horas de recuperação
Por que 1 diária, sem dreno e sem UTI
Volumes de soluções e permanência representam a configuração econômica-base. O balanço hídrico e a alta são individualizados pela equipe assistencial. A referência de fluidos em lipoaspiração isolada não constitui algoritmo de reposição para a associação com enxerto glúteo [P2]. A fonte descreve pernoite monitorado para lipoaspiração de grande volume [C1]; no cenário, a diária única é parâmetro econômico, não exigência da fonte nem garantia de alta em 24 horas. Lipoaspiração de grande volume, enxerto fora do plano subcutâneo, outro procedimento associado além do enxerto glúteo previsto, UTI planejada ou permanência prevista maior caracterizam outra jornada e exigem reclassificação.

Como o caso índice deve ser usado

O caso índice é a referência do custo deste produto: lipoaspiração eletiva de abdome, flancos e dorso com enxerto da gordura nos glúteos em plano subcutâneo, em paciente saudável, com aspirado total de até 4.500 mL, sem dreno, sem UTI programada e com permanência de até uma diária. Antes de comparar o custo de um episódio real com a referência, confirme se ele é comparável a esse caso.

Lipoaspiração de grande volume, lipoaspiração de outras regiões sem enxerto, enxerto em outro plano ou em outra região, uso de tecnologia assistida com ponteira descartável, associação com abdominoplastia, mamoplastia ou outro procedimento, uso de dreno, UTI programada ou permanência prevista acima de uma diária descrevem outro procedimento ou outra jornada. Nesses casos, o custo deste produto não se aplica diretamente e a diferença não deve ser lida como desvio de protocolo.

Regra de uso
Usar o custo e o preço deste produto somente para episódios que correspondam ao caso índice. Episódios de outra natureza exigem o custo do procedimento correspondente.

Protocolo anestésico

Anestesia geral do caso índice: o que será feito, como será realizado e quais recursos sustentam o procedimento.

AnestesiaGeral balanceada · intubação orotraqueal
O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Avaliação e preparaçãoConfirmar o enquadramento no caso índice, o jejum, o plano anestésico e puncionar acesso venoso periférico.Avaliação antes da anestesia, cateter venoso 20G e equipo. Jejum conforme a diretriz da ASA para adultos saudáveis em procedimento eletivo, com líquidos claros até 2 horas antes [A2]; a elegibilidade e o jejum de cada paciente são avaliados individualmente.
MonitorizaçãoAvaliar continuamente oxigenação, ventilação e circulação, com pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos, e monitorar a temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita.Cardioscopia, oximetria de pulso, pressão não invasiva, capnografia e temperatura [A1]; monitorização neuromuscular quantitativa [A7]. Linha de amostragem da capnografia, sensor de temperatura e monitor neuromuscular com seus consumíveis constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica.
AnsióliseAdministrar benzodiazepínico em dose baixa antes da indução, quando indicado.Midazolam: provisão econômica de 1 ampola; a administração é condicional à indicação do anestesiologista.
Indução e intubaçãoInduzir por via venosa com opioide, hipnótico e bloqueador neuromuscular e intubar a traqueia.Fentanila, propofol, lidocaína, rocurônio, tubo endotraqueal 7,0 com balonete e cânula de Guedel. Apresentações e quantidades são provisão econômica, não doses individuais.
Manutenção e mudança de decúbitoManter anestesia inalatória em baixo fluxo e mudar para decúbito ventral e de volta para dorsal com via aérea protegida, coxins e proteção dos pontos de pressão, na técnica adotada na configuração econômica.Sevoflurano, filtro trocador de calor e umidade e complemento de rocurônio. Coxins e mesa cirúrgica são estrutura da sala.
Profilaxia antibióticaAdministrar a profilaxia antibiótica indicada pela equipe, com cefazolina em até 60 minutos antes da incisão.Cefazolina 1 g, 2 frascos: quantitativo econômico da composição-base [A4]. A janela de referência para redose é contada da administração pré-operatória, e não da incisão [A4]; consumo adicional por duração, perdas ou protocolo institucional é registrado separadamente.
Redução do sangramentoAdministrar ácido tranexâmico por via venosa conforme a decisão da equipe.Ácido tranexâmico 250 mg, 4 ampolas (1 g): quantitativo econômico. O estudo citado usou 10 mg/kg antes e depois da cirurgia [A5]; a composição não reproduz esse esquema e não constitui prescrição.
Profilaxia de náusea e vômitoProfilaxia multimodal e tratamento de resgate individualizados conforme risco, medicamentos previamente administrados e intervalo entre doses.Dexametasona e ondansetrona como parâmetros de custo da profilaxia [A3]. A composição econômica distingue recursos previstos de consumo efetivo.
Prevenção de hipotermiaAquecer ativamente a paciente durante a cirurgia e acompanhar a temperatura.Manta descartável para aquecimento por ar forçado, modelo para membros inferiores [A6]; compatibilidade com o campo operatório e instruções de uso definidas pelo hospital na aquisição. O aquecedor é equipamento da sala. O aquecimento de fluidos, descrito na mesma fonte, consta dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica.
Configuração de referência
Técnica de referência do protocolo: anestesia geral balanceada com intubação orotraqueal adotada na configuração econômica de referência. Anestesia venosa total, anestesia regional, sedação com anestesia local tumescente e máscara laríngea não fazem parte da configuração precificada.

Suporte durante e ao fim da anestesia

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Analgesia intraoperatóriaIniciar a analgesia multimodal antes do despertar.Dipirona: parâmetro econômico, sem estudo específico citado.
Hidratação e balanço hídricoManter reposição venosa conforme avaliação da equipe, considerando o volume infiltrado, e registrar infiltrado, infundido, aspirado e diurese.Ringer com lactato, 4 bolsas de 500 mL: quantitativo de aquisição e consumo econômico, não prescrição. O registro de todos os líquidos é recomendado pela fonte [C1]. A série citada, de lipoaspiração isolada, descreve reposição de manutenção mais infiltrado e, a partir de 4 L aspirados, 0,25 mL de cristaloide por mL acima de 4 L [P2]; ela não constitui algoritmo de reposição para a associação com enxerto glúteo.
Recuperação do bloqueio neuromuscularAvaliar quantitativamente a recuperação neuromuscular antes da extubação; escolha do antagonista individualizada pela equipe anestésica, conforme a profundidade do bloqueio.Neostigmina associada à atropina como parâmetro de custo, sem conversão de frascos em dose [A7]. Monitor e consumíveis constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica.
Extubação e transferênciaExtubar após confirmação da recuperação neuromuscular e dos critérios assistenciais de extubação e transferir para a recuperação.Aspiração de vias aéreas, seringas e agulhas de preparo. Recuperação confirmada por monitorização quantitativa [A7].
Regra de modelagem
As quantidades de medicamentos e materiais utilizadas na precificação representam premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.

Precificação do protocolo anestésico

Itens e custos do protocolo anestésico, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos de indução e manutenção
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Profilaxias, hemostasia, analgesia, reversão e hidratação
Materiais de via aérea, monitorização e aquecimento
Materiais de preparo e administraçãoAbertura item a item
Subtotal protocolo anestésico
Fonte econômica
Seringas e agulhas estão abertas por apresentação e quantidade. O sevoflurano está expresso em mililitros consumidos em baixo fluxo. O aquecedor de ar forçado é equipamento e está nos custos operacionais; a manta descartável está no subtotal. Honorários do anestesiologista não integram o subtotal.

Referências bibliográficas do protocolo anestésico

Literatura técnico-científica utilizada e sua aplicação específica no protocolo.

A1
American Society of Anesthesiologists. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Schaumburg (IL): American Society of Anesthesiologists; última emenda em 15 de outubro de 2025. Norma da sociedade, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma de prática da ASA. Standard II: oxigenação com oximetria de pulso (2.1.2), ventilação com capnografia (2.2.2), circulação com pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos (2.3.2) e temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita (2.4.2). Sustenta a monitorização do caso índice; não trata de preços nem de consumo de materiais. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática da ASA, atualização modular. Sustenta líquido claro com carboidrato até 2 horas antes da anestesia em adultos saudáveis em procedimento eletivo. A atualização de 2023 é modular e não substitui toda a diretriz de 2017 (Anesthesiology. 2017;126(3):376-393), de onde vêm os tempos gerais de jejum. A elegibilidade de cada paciente é avaliação individual. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Gan TJ, Jin Z, Ayad S, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497-513. doi:10.1213/ANE.0000000000007816. Relatório completo publicado como suplemento.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas com endosso de sociedades (quinta edição; a quarta, de 2020, é o antecedente). Sustenta a estratificação do risco de náusea e vômito, a profilaxia multimodal e, quando a profilaxia falha, o resgate com agente de outra classe; repetir antagonista 5-HT3 pode ser considerado após 6 horas quando não houver alternativa (suplemento, recomendação 4). A escolha de dexametasona e ondansetrona e a quantidade custeada são parâmetros econômicos. doi.org/10.1213/ANE.0000000000007816
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASHP, IDSA, SIS e SHEA). Sustenta cefazolina 2 g no adulto (3 g a partir de 120 kg), iniciada até 60 minutos antes da incisão, e intervalo de redose de 4 horas contado do início da dose pré-operatória (tabela 1 e seção de redose). Na tabela 2, a cirurgia plástica aparece como limpa com fatores de risco ou limpa-contaminada. Não sustenta, sozinha, profilaxia universal em cirurgia limpa sem fatores de risco. www.ashp.org/surgical-guidelines
A5
Cansancao AL, Condé-Green A, David JA, Cansancao B, Vidigal RA. Use of tranexamic acid to reduce blood loss in liposuction. Plast Reconstr Surg. 2018;141(5):1132-1135. doi:10.1097/PRS.0000000000004282. PMID: 29697607.
Aplicação: Tipo: estudo prospectivo, controlado por placebo e não randomizado, com 20 mulheres. Sustenta a redução da perda sanguínea com ácido tranexâmico na lipoaspiração, com 10 mg/kg por via venosa antes e depois da cirurgia. Não sustenta a quantidade fixa de 1 g da composição-base. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29697607/
A6
Young VL, Watson ME. Prevention of perioperative hypothermia in plastic surgery. Aesthet Surg J. 2006;26(5):551-571. doi:10.1016/j.asj.2006.08.009. PMID: 19338943.
Aplicação: Tipo: revisão narrativa. Sustenta o aquecimento ativo com ar forçado e o aquecimento de fluidos na cirurgia plástica. Não define modelo de manta, área de cobertura nem quantidade de itens. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19338943/
A7
Thilen SR, Weigel WA, Todd MM, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade: A Report by the American Society of Anesthesiologists Task Force on Neuromuscular Blockade. Anesthesiology. 2023;138(1):13-41. doi:10.1097/ALN.0000000000004379.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática da ASA. Sustenta a monitorização quantitativa em vez da avaliação qualitativa, a confirmação da recuperação (razão de TOF de 0,9 ou mais) antes da extubação e a escolha do antagonista conforme a profundidade do bloqueio. Não converte frascos em dose nem define o antagonista de cada caso. doi.org/10.1097/ALN.0000000000004379

Configuração anestésica e aderência bibliográfica

Delimitação entre as recomendações consultadas e a configuração efetivamente precificada.

Configuração precificada
Versão-base: anestesia geral balanceada com fentanila, propofol, rocurônio e sevoflurano, cefazolina 2 g em dose única, ácido tranexâmico na indução, profilaxia de náusea com dexametasona e ondansetrona, dipirona intraoperatória, aquecimento ativo por ar forçado e neostigmina com atropina como parâmetro de custo da reversão, com recuperação neuromuscular avaliada quantitativamente antes da extubação. A escolha definitiva segue avaliação individual e protocolo institucional.
Aderência bibliográfica / componentes não incluídos
A configuração usa as recomendações gerais de monitorização [A1], jejum [A2], náusea e vômito [A3], profilaxia antibiótica [A4], ácido tranexâmico [A5], aquecimento [A6] e monitorização e antagonismo do bloqueio neuromuscular [A7], com as diferenças de dose e de indicação descritas nas tabelas. Anestesia venosa total, bloqueios regionais, sedação com anestesia local tumescente, sugamadex e outros esquemas de profilaxia de náusea não estão precificados. Os recursos adicionais citados constam do protocolo de forma descritiva e não integram a modelagem econômica.
Regra para customização
Inclusão de recurso anestésico adicional, como anestesia venosa total, bloqueio regional guiado por ultrassom ou sugamadex, exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação, no protocolo institucional.

Protocolo do procedimento

Lipoaspiração de tronco com enxerto de gordura nos glúteos descrita pelo que será feito, como e com quais recursos.

TécnicaInfiltração superúmida · lipoaspiração · enxerto subcutâneo nos glúteos

Preparo, posicionamento e infiltração

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Profilaxia mecânicaCalçar a meia de compressão e instalar as perneiras de compressão pneumática intermitente antes da indução.Perneira descartável de compressão pneumática intermitente (par) e meia de compressão: recursos distintos, sem substituição de um pelo outro. A referência de 2023 da ASPS indica compressão sequencial sob anestesia geral endotraqueal [P3]; o compressor é equipamento.
Sondagem vesicalPassar sonda vesical de demora após a indução, para controle da diurese durante a cirurgia.Sonda Foley 2 vias nº 14 e coletor de sistema fechado: parâmetro do cenário. Gel lubrificante e água destilada para o balão constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica.
PosicionamentoPosicionar em decúbito ventral para dorso, flancos e glúteos e depois em decúbito dorsal para abdome e flancos anteriores, com coxins e proteção dos pontos de pressão.Mesa cirúrgica e coxins (estrutura da sala). A sequência de decúbitos é opção do cenário.
AntissepsiaDegermar e aplicar antisséptico alcoólico em toda a área a tratar, repetindo na mudança de decúbito.Clorexidina degermante 2% e clorexidina alcoólica 0,5%, frascos de 100 mL, 2 de cada: parâmetro de aquisição; a cobertura da área tratada é verificada pela equipe. O ensaio citado usou clorexidina 2% em álcool isopropílico 70% em cirurgia limpa-contaminada [C5]; ele não valida diretamente a solução de 0,5% em cirurgia limpa.
Campos e paramentaçãoMontar o campo estéril e paramentar a equipe, refazendo os campos na mudança de decúbito.Campos cirúrgicos estéreis, aventais e luvas: quantidades do cenário, incluindo as trocas na mudança de decúbito.
InfiltraçãoInfiltrar o subcutâneo das áreas a tratar com solução superúmida, de 1 a 2 mL por mL de gordura a remover.Soro fisiológico 1.000 mL, 4 bolsas, com 1 ampola de epinefrina 1 mg por bolsa (1 mg por litro); equipo macrogotas ligado à bomba infiltradora (equipamento), com compatibilidade definida pelo fabricante da bomba. A razão superúmida se refere à gordura a remover, não ao aspirado total [C1]. A epinefrina vai de 1:100.000 a 1:1.000.000, sem passar de 0,07 mg/kg; evitar em feocromocitoma, hipertireoidismo, hipertensão grave, cardiopatia e doença vascular periférica [C1]. Conferência de consistência, não recomendação de administração: 4 mg em 65 kg correspondem a 0,0615 mg/kg, e o limiar de 0,07 mg/kg para 4 mg corresponde a 57,14 kg. A quantidade efetiva depende da solução usada.

Lipoaspiração e coleta da gordura

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Incisões de acessoFazer pequenas incisões de acesso nas áreas marcadas.Lâmina de bisturi nº 11.
LipoaspiraçãoAspirar a gordura de dorso, flancos e abdome com cânulas, em planos e túneis múltiplos, até o contorno planejado, dentro do volume do cenário.Cânulas reutilizáveis, aspirador cirúrgico e extensões de aspiração. Aspirado total de até 4.500 mL, abaixo do grande volume [C1]; limites de volume e área da norma do CFM, considerando o enxerto associado, avaliados em cada paciente [C6].
Coleta da gorduraColetar a gordura destinada ao enxerto em frasco coletor e deixar decantar, descartando a fração líquida.Frasco coletor para lipoaspiração, 2 L: esterilidade, uso único e compatibilidade com coleta de gordura para enxerto conforme rotulagem e instruções do fabricante adotado pelo hospital. O restante do aspirado vai para o reservatório do aspirador; bolsa descartável no reservatório, se usada, é outra configuração.

Enxerto de gordura nos glúteos

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Preparo do enxertoTransferir a gordura decantada para o sistema de transferência e injeção adotado.Seringas descartáveis de 60 mL com bico cateter, 10 unidades, na composição-base. Compatibilidade com o sistema de transferência e capacidade para o volume do cenário dependem do sistema adotado, descrito entre os recursos adicionais do protocolo, fora da modelagem econômica.
Enxertia nos glúteosInjetar a gordura somente no plano subcutâneo, com cânula de 4 mm ou mais e orientação por ultrassom [C3], sem angular a cânula para baixo [C2] e sem atravessar a fáscia do músculo glúteo.Cânulas de enxertia reutilizáveis. O consenso multissocietário recomenda incorporar o ultrassom a todo enxerto glúteo e, acima de 200 mL por glúteo, injeção por bomba em vez de seringa [C3]; uma série de casos mostrou a confirmação do plano subcutâneo em tempo real [C4]. Com até 400 mL por glúteo no cenário, orientação ultrassonográfica, proteção estéril e gel do transdutor e sistema de transferência e injeção constam dos recursos adicionais descritos no protocolo, fora da modelagem econômica. Ultrassom de orientação não equivale a lipoaspiração assistida por ultrassom.

Síntese e curativo

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
SínteseFechar as incisões de acesso com pontos simples.Fio náilon 4-0, 3 envelopes: quantidade do cenário.
Curativo e transferênciaAplicar curativos nas incisões e transferir a paciente para a recuperação.Gaze, compressas e fita adesiva microporosa. Malha ou cinta compressiva é adquirida pela paciente e fica fora deste custo.
Segurança do enxerto glúteo
Em levantamento retrospectivo com cirurgiões, a injeção de gordura no músculo glúteo profundo esteve associada a embolia gordurosa com óbito; é associação observacional e não prova ausência de risco em outro plano [C2]. O consenso multissocietário restringe a gordura ao plano subcutâneo e recomenda orientação ultrassonográfica [C3]. A técnica permanece decisão do cirurgião; o produto dimensiona recursos hospitalares.

Precificação do protocolo do procedimento

Medicamentos e materiais diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Antissepsia e solução de infiltraçãoParte 1 de 5
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Profilaxia mecânica e sondagem vesicalParte 2 de 5
Paramentação, campos e materiais cirúrgicosParte 3 de 5
Infiltração, aspiração e enxerto de gorduraParte 4 de 5
Fios de sutura e curativoParte 5 de 5
Subtotal protocolo do procedimento
Fonte econômica
Não há OPME no caso índice. Cânulas de infiltração, de lipoaspiração e de enxertia, aspirador cirúrgico, bomba infiltradora, compressor pneumático, estrutura da sala cirúrgica, equipe operacional e equipamentos fixos aparecem em custos operacionais. Malha ou cinta compressiva colocada ao fim da cirurgia é adquirida pela paciente e fica fora deste custo. Honorários do cirurgião e do auxiliar não integram o subtotal.

Precificação da OPME

Configuração padrão do caso índice e regra econômica para variações.

Não há OPME no caso índice
A lipoescultura do caso índice não usa órtese, prótese nem material especial implantável. As cânulas de infiltração, de lipoaspiração e de enxertia são instrumental reutilizável processado na CME, e o aspirador e a bomba infiltradora são equipamentos; os três entram nos custos operacionais. Por isso o subtotal de OPME é zero, como valor confirmado, e não como dado ausente.
Subtotal OPME padrão
Dentro do custo padrão
  • Cânulas reutilizáveis de infiltração, de lipoaspiração e de enxertia
  • Lipoaspiração convencional a vácuo ou assistida por motor com cânulas reutilizáveis
  • Coleta em frasco descartável e transferência por seringas
Outra configuração: custear à parte
  • Ponteiras ou cânulas descartáveis de tecnologia assistida (ultrassom, laser, radiofrequência)
  • Kits descartáveis fechados de processamento de gordura
  • Dreno de sucção
  • Cânulas descartáveis de uso único

O sistema de transferência/injeção e os demais recursos adicionais constam da descrição do protocolo e não integram esta modelagem econômica.

Fonte econômica
Base Evodux; data-base out/2026. Configuração com material especial descartável deve ser custeada separadamente, no protocolo institucional ou no pacote particular como outra configuração.

Composição detalhada da OPME padrão

ComponenteQtd.Especificação de referênciaLinha de custo
Não se aplica0O caso índice não usa OPME. Instrumental e equipamentos reutilizáveis estão nos custos operacionaisNenhuma

Nenhuma linha de OPME compõe o custo do caso índice.

Como interpretar a OPME padrão

A configuração padrão desta versão não tem OPME. O custo direto do procedimento vem de medicamentos, solução de infiltração e materiais descartáveis; a estrutura de lipoaspiração (cânulas, aspirador e bomba infiltradora) é reutilizável e está nos custos operacionais.

Tecnologias assistidas com ponteira descartável, kits fechados de processamento de gordura, drenos e cânulas de uso único representam outra configuração. Elas devem ser custeadas à parte, no protocolo institucional ou no custo do procedimento correspondente, sem alterar a referência do caso índice. O sistema de transferência/injeção e os demais recursos adicionais constam da descrição do protocolo e não integram esta modelagem econômica.

Referências bibliográficas do protocolo do procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo do procedimento.

C1
Haeck PC, Swanson JA, Gutowski KA, et al.; ASPS Patient Safety Committee. Evidence-based patient safety advisory: liposuction. Plast Reconstr Surg. 2009;124(4 Suppl):28S-44S. doi:10.1097/PRS.0b013e3181b52fcd. PMID: 20827238.
Aplicação: Tipo: recomendação de sociedade baseada em evidência (ASPS, 2009). Sustenta: superúmida com 1 a 2 mL de solução por mL de gordura a remover (p. 30S); epinefrina de 1:100.000 a 1:1.000.000, até 0,07 mg/kg, e solução sem lidocaína sob anestesia geral quando a toxicidade preocupa (p. 32S); grande volume a partir de 5.000 mL de aspirado total (p. 34S); registro de infiltrado, infundido, aspirado e diurese e pernoite monitorado no grande volume (p. 35S); meias, compressão pneumática e anticoagulação como opções de prevenção de tromboembolismo. Não comprova a configuração combinada com enxerto glúteo nem preços. www.plasticsurgery.org/documents/medical-professionals/health-policy/key-issues/evidence_based_patient_safety_advisory_5.pdf
C2
Mofid MM, Teitelbaum S, Suissa D, et al. Report on mortality from gluteal fat grafting: recommendations from the ASERF Task Force. Aesthet Surg J. 2017;37(7):796-806. doi:10.1093/asj/sjx004. PMID: 28369293.
Aplicação: Tipo: levantamento retrospectivo com cirurgiões, com recomendações de força-tarefa (estudo observacional). Sustenta a associação entre injeção no músculo glúteo profundo e embolia gordurosa fatal e as recomendações de evitar o músculo profundo e não angular a cânula para baixo. Associação observacional, não prova ausência de risco em outro plano. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5846701/
C3
Del Vecchio D, Kenkel JM. Practice advisory on gluteal fat grafting. Aesthet Surg J. 2022;42(9):1019-1029. doi:10.1093/asj/sjac082. PMID: 35404456.
Aplicação: Tipo: recomendação de prática multissocietária (consenso, nível de evidência 4), que declara não definir padrão de cuidado. Tabela 1: gordura restrita ao plano subcutâneo; enxerto glúteo guiado por ultrassom; acima de 200 mL, injeção por bomba em vez de seringa (por glúteo, no texto das recomendações); cânulas de 4 mm ou mais. Recomendação internacional, não norma legal brasileira nem garantia de resultado. academic.oup.com/asj/article/42/9/1019/6566385
C4
Cansancao AL, Condé-Green A, Vidigal RA, Rodriguez RL, D'Amico RA. Real-time ultrasound-assisted gluteal fat grafting. Plast Reconstr Surg. 2018;142(2):372-376. doi:10.1097/PRS.0000000000004602. PMID: 29787513.
Aplicação: Tipo: série de casos com 15 pacientes, sem grupo controle. Sustenta que o ultrassom em tempo real permite acompanhar a cânula e confirmar a injeção no plano subcutâneo. Não sustenta custo, tempo nem equivalência de equipamento. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29787513/
C5
Darouiche RO, Wall MJ Jr, Itani KMF, et al. Chlorhexidine-alcohol versus povidone-iodine for surgical-site antisepsis. N Engl J Med. 2010;362(1):18-26. doi:10.1056/NEJMoa0810988. PMID: 20054046.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado multicêntrico em cirurgia limpa-contaminada, com clorexidina 2% em álcool isopropílico 70%. Sustenta a antissepsia com clorexidina alcoólica nesse contexto. População e concentração diferem do caso índice: não valida diretamente a solução de 0,5% em cirurgia limpa. www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0810988
C6
Conselho Federal de Medicina (Brasil). Resolução CFM nº 1.711, de 10 de dezembro de 2003. Estabelece parâmetros de segurança que devem ser observados nas cirurgias de lipoaspiração. Diário Oficial da União. 12 jan 2004; Seção 1:85.
Aplicação: Tipo: norma ético-profissional; nenhuma resolução substitutiva localizada em 23/10/2026 (o CFM noticiou em 02/09/2026 o debate sobre sua atualização). Art. 9º: volume aspirado, medido como sobrenadante, até 7% do peso corporal na técnica infiltrativa e 5% na não infiltrativa, e área até 40% da superfície corporal; § 2º: evitar que os limites máximos de volume e de área coincidam no mesmo ato. Art. 10: evitar associar a lipoaspiração a outros procedimentos quando a relação entre volume e área estiver perto do máximo. Arts. 5º a 7º e 11: estrutura, anestesiologista na anestesia geral, controle de infiltrado, infundido e aspirado e prevenção de trombose. sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2003/1711_2003.pdf
Leitura das referências
As fontes sustentam premissas técnicas usadas na modelagem econômica. Alternativas válidas não tornam a configuração-base obrigatória.

Protocolo pós-procedimento

O que será feito, como será conduzido e quais recursos compõem a internação índice.

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Recuperação após a cirurgia (RPA)Manter monitorização até os critérios institucionais de alta da recuperação e transferir para a unidade de internação.Monitorização, oxigênio quando necessário e analgesia, conforme a rotina e os critérios da recuperação pós-anestésica do hospital.
Analgesia multimodalManter analgésico e anti-inflamatório em horário fixo e opioide apenas como resgate.Dipirona, cetoprofeno e tramadol: quantidades econômicas, não esquema obrigatório; tramadol separado como resgate.
Náusea e vômitoTratar náusea com antiemético de resgate de outra classe que não a usada na profilaxia, quando presente.Ondansetrona, 1 ampola, como parâmetro de custo do resgate no cenário, sem representar a escolha clínica de todos os casos. A fonte recomenda agente de outra classe quando a profilaxia falha; repetir antagonista 5-HT3 pode ser considerado após 6 horas quando não houver alternativa [A3].
HidrataçãoManter hidratação venosa até a aceitação da dieta.Soro fisiológico 0,9% 500 mL, 2 frascos, e equipo: consumo modelado, não reposição clínica validada.
Janela do caso índice
Recuperação de até 2 horas após a cirurgia e internação prevista de até 1 diária. Permanência diferente altera o custo de internação e pode ser simulada em Cenários.

Internação, alta e continuidade assistencial

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Prevenção de tromboembolismoManter meia de compressão e estimular deambulação precoce; anticoagulante somente se a estratificação individual de risco indicar.Meia de compressão 7/8, média compressão. Quimioprofilaxia decidida caso a caso pela avaliação individual de risco, com o escore de Caprini de 2005 como ferramenta preferida [P1][P3]; eventual consumo farmacológico é custeado à parte no protocolo institucional.
VigilânciaAvaliar sangramento, dor, curativos, diurese e sinais respiratórios (dispneia, queda da saturação, confusão), que exigem avaliação imediata.Avaliação de enfermagem e do cirurgião. A embolia gordurosa, fatal ou não, é complicação descrita no enxerto glúteo [C2]; sinais de alerta exigem avaliação imediata conforme o protocolo institucional. Não é protocolo de tratamento.
Sonda vesicalRetirar a sonda vesical e confirmar diurese espontânea antes da alta.Retirada e confirmação da diurese individualizadas; parâmetro do cenário.
Dieta e deambulaçãoLiberar dieta e deambulação assim que a paciente estiver acordada e sem náusea.Dieta hospitalar, incluída na diária da acomodação.
Avaliação de altaVerificar dor, sangramento, sinais respiratórios, aceitação da dieta, deambulação e diurese, e entregar as orientações de alta.Avaliação e orientações de alta pelos critérios institucionais do hospital. A permanência de 1 diária é parâmetro econômico, não alta automática.
Continuidade após a altaOrientar o uso da malha compressiva, os cuidados com as incisões e o retorno ambulatorial, fora deste custo hospitalar.Plano de alta e seguimento. Itens após a alta ficam fora do custo hospitalar, sem dispensar os cuidados.
Limite financeiro
Medicamentos após a alta, malha ou cinta compressiva, curativos domiciliares, drenagem, consultas e retornos ambulatoriais não integram este custo hospitalar.

Precificação do protocolo pós-procedimento

Recursos diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos da internaçãoParte 1 de 2
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Materiais da internaçãoParte 2 de 2
Subtotal protocolo pós-procedimento
Fonte econômica
Recuperação e acomodação são apresentadas separadamente como componentes de custo hospitalar. A dieta prescrita está incluída na diária da acomodação.

Referências bibliográficas do protocolo pós-procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo pós-procedimento.

P1
American Society of Plastic Surgeons. Evidence-based Practices for Thromboembolism Prevention: A Report from the ASPS Venous Thromboembolism Task Force. Arlington Heights (IL): ASPS; 2011 (Murphy RX Jr, Alderman A, Gutowski K, Kerrigan C, Schechter L, Wilkins E). Síntese publicada em Plast Reconstr Surg. 2012;130(1):168e-175e.
Aplicação: Tipo: relatório de força-tarefa da sociedade. Sustenta a estratificação individual do risco de tromboembolismo venoso pelo escore de Caprini de 2005 em pacientes internados sob anestesia geral (seção II e tabela 3). O escore é componente da avaliação, não seleção automática de anticoagulante. www.plasticsurgery.org/documents/medical-professionals/health-policy/key-issues/ASPS_VTE_Report.pdf
P2
Trott SA, Beran SJ, Rohrich RJ, Kenkel JM, Adams WP Jr, Klein KW. Safety considerations and fluid resuscitation in liposuction: an analysis of 53 consecutive patients. Plast Reconstr Surg. 1998;102(6):2220-2229. doi:10.1097/00006534-199811000-00063. PMID: 9811024.
Aplicação: Tipo: série consecutiva de 53 pacientes de lipoaspiração com técnica superúmida, sem procedimentos estéticos concomitantes. Sustenta a reposição de manutenção mais solução infiltrada e, a partir de 4 L aspirados, 0,25 mL de cristaloide por mL acima de 4 L. Não equivale à associação com enxerto glúteo e não constitui algoritmo de reposição para ela. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9811024/
P3
American Society of Plastic Surgeons. Preventing Venous Thromboembolism in Hospitalized Plastic Surgery Patients. Practice Reference. Arlington Heights (IL): ASPS; 15 dez 2023.
Aplicação: Tipo: referência de prática da sociedade (ASPS VTE Task Force, aprovada pelo comitê de segurança do paciente). Sustenta compressão sequencial para pacientes sob anestesia geral endotraqueal, avaliação individual de risco com o escore de Caprini de 2005 como ferramenta preferida e decisão de quimioprofilaxia caso a caso. Meia elástica e compressão pneumática são recursos distintos. www.plasticsurgery.org/documents/Health-Policy/Resources/2023-vte-prevention-hospitalized-patients.pdf

Custo do procedimento

Consolidação dos três protocolos precificados e da OPME, na referência Evodux e no custo do hospital.

Recursos adicionais descritos no protocolo

Recursos citados na configuração clínica que não estão entre os 57 itens do inventário. São somente descritivos: não têm preço, quantidade econômica nem cobertura financeira nesta modelagem e não entram no custo, no preço, nos cenários, no orçamento ou nas exportações. Esta lista não afirma custo zero, gratuidade nem inclusão no centro cirúrgico.

Custo do procedimento
O que este valor representa
O custo do procedimento reúne os recursos assistenciais diretamente consumidos no caso índice. Sala cirúrgica, RPA, acomodação, impostos e margem não estão incluídos nesta etapa.

Custos operacionais hospitalares

A estrutura que o hospital mantém para realizar o procedimento: sala, recuperação, leito, esterilização, equipamentos, logística e administração. Cada hospital tem o seu custo.

Referência Evodux
Cada hospital tem o seu custo
Os custos operacionais variam entre hospitais conforme estrutura, porte, produtividade, contratos e tributação. Os valores acima são referência Evodux: cada hospital deve substituir o custo-hora da sala cirúrgica e o percentual de rateio pelos seus custos efetivamente apurados.
Como o custo operacional é calculado
Sala cirúrgica: tempo de sala do caso índice (4 h) multiplicado pelo custo-hora de referência (R$ 249,50/h), incluindo sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base. Rateio operacional: 5% sobre a soma de custo do procedimento, sala cirúrgica e acomodação, representando de forma simplificada os demais custos operacionais do hospital, sem abertura item a item. Cada custo aparece uma vez; recursos já absorvidos não são recobrados como extra.

Custeio do hospital

Tempos e permanência do caso índice

Direcionadores que convertem a estrutura em custo do episódio. Em branco, vale a referência do protocolo Evodux.

Entra no custo só no custeio detalhado (com custo-hora de RPA); no simplificado, a RPA está no rateio e o tempo aparece só na jornada e nos gatilhos

Modo simplificado

Referência simplificada Evodux. Pode ser substituída pelo custeio próprio da instituição.
Inclui sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base
Leito, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização e apoio geral; dieta fora

No modo simplificado a RPA, a CME, os equipamentos, a logística e o overhead não têm linha própria: estão representados pelo rateio. Para abri-los, utilize o custeio hospitalar detalhado.

Resultado do custeio operacional

Acomodação

A internação é apresentada separadamente para permitir duas configurações de contratação.

Configuração do caso índice
Apartamento standard por até 1 diária. A versão em enfermaria utiliza o mesmo protocolo assistencial e altera apenas o componente de acomodação.
O que a acomodação inclui
Leito ou quarto, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, apoio geral da unidade e dieta prescrita. A dieta prescrita está incluída na diária de referência.
Contagem das diárias
Regra-base: 1ª diária = admissão até 24 h; a 2ª diária é aberta após 24 h da admissão. A regra pode ser substituída pela convenção contratual da operadora e do hospital.

Composição de preço do procedimento

Duas configurações de acomodação, com a mesma metodologia de impostos e margem.

Leitura
A diferença entre as configurações decorre apenas da acomodação. Impostos devem refletir a carga efetiva do hospital. Margem de 10% = margem sobre a receita do episódio.

Estes valores são a referência Evodux. O custo e o preço do hospital, com os seus próprios dados, estão em e em .

Precificação do procedimento

Do custo hospitalar total ao preço do procedimento, com tributos e margem do hospital. A margem é calculada sobre a receita, nunca somada ao custo.

Identificação do procedimento

Informe o código assistencial ou de faturamento que corresponda à descrição e ao contrato aplicáveis; o produto não atribui código por analogia

Premissas de preço do hospital

Substitua pela carga efetiva do hospital
Sobre a receita
Custos financeiros, inadimplência
Preço do procedimento

Composição do preço

Preço por margem

Posicionamento do preço

Preço de tabela do hospital

Códigos TUSS dos itens

Fórmulas aplicadas

Custo do hospital × referência Evodux

Custo assistencial direto somado à estrutura hospitalar imputada ao episódio. Este é o valor que a receita do procedimento precisa cobrir antes de tributos e margem.

Estrutura do custo: referência Evodux × hospital

A referência Evodux v1.0 não possui linhas próprias de RPA, CME, equipamentos e overhead: esses custos estão representados de forma simplificada pelo rateio operacional de 5% sobre custo direto, sala cirúrgica e acomodação. Por isso, quando o hospital abre esses centros no modo detalhado, a comparação linha a linha deve ser lida junto com a linha de rateio.

Base dos Benchmarks Evodux

Base proprietária Evodux composta por episódios qualificados e comparáveis ao caso índice deste produto.

12instituições hospitalares
179procedimentos comparáveis
12meses de observaçãomaio de 2025 a maio de 2026
Critério de composição
Os episódios são submetidos a critérios de elegibilidade, padronização de escopo e consolidação por instituição antes da formação dos benchmarks.

Como o benchmark é construído

Metodologia de formação das referências de preço por perfil hospitalar.

  1. Seleção de procedimentos comparáveis ao caso índice.
  2. Padronização de escopo, OPME, permanência e componentes econômicos.
  3. Consolidação dos episódios por instituição, evitando concentração por volume.
  4. Classificação dos hospitais por estrutura, hotelaria, porte e acreditação.
  5. Formação das referências P1, P2 e P3 dentro de cada perfil.

Benchmarks Evodux · P1 · P2 · P3

Referências de preço do procedimento por perfil hospitalar Evodux.

Base dos benchmarks
Referências de preço para lipoescultura (lipoaspiração de tronco com enxerto de gordura nos glúteos), da base proprietária Evodux. P1, P2 e P3 variam por porte, hotelaria e acreditação. Base dos benchmarks: a informar pela Evodux.

Posição da proposta e do custo do hospital

Critérios dos perfis P1, P2 e P3

A classificação hospitalar combina três dimensões estruturais; não é percentual aplicado ao custo.

Porte
Complexidade e escala relativa da estrutura hospitalar considerada no benchmark.
Hotelaria
Padrão de acomodação e serviços de hotelaria incorporados à experiência hospitalar.
Acreditação
Nível de acreditação e requisitos de estrutura/processos considerados na classificação.
Como aplicar
P1, P2 e P3 representam perfis hospitalares do mesmo procedimento. P1 corresponde ao perfil de menor estrutura relativa; P2 ao perfil intermediário e referência central; P3 ao perfil de maior estrutura relativa. A classificação resulta da combinação de porte, hotelaria e acreditação, mantendo a mesma configuração técnica do caso índice e a OPME padrão.
Não são percentis
P1, P2 e P3 não representam percentis estatísticos, quartis, multiplicadores ou percentuais sobre o custo do procedimento. São Benchmarks Evodux de preço por perfil hospitalar.

Conta hospitalar atual

Como o procedimento é faturado e recebido hoje em fee for service. Estes dados vêm do faturamento do hospital: envie a conta do procedimento ou informe as médias do período.

Enviar a conta atual do hospitalEnvie a conta do procedimento em PDF (ou XLSX/CSV). A conta é lida, classificada e cruzada com o protocolo e os custos Evodux. Nome, CPF e demais identificadores do paciente são descartados na leitura.

Ou informe as médias do faturamento

Médias do período analisado

Se em branco: faturado menos glosa
Se em branco: custo hospitalar total do produto
Tratados como repasse

Composição média da conta faturada

Em branco: mesma premissa de tributos do pacote da operadora (ou 8,65% Evodux, se não informada)

Análise econômica da operação atual

Resultado do procedimento hoje, em conta aberta: quanto é faturado, quanto chega ao caixa, quanto custa e quanto sobra.

Pacote particular do procedimento

Orçamento da lipoescultura para a paciente particular: três opções com acomodação, OPME, tempo de sala e diárias, proteção pelas contas reais, condições do pacote e de pagamento.

Como o orçamento é montado
Três opções para o paciente, que variam no que ele recebe: acomodação, configuração de OPME, tempo de sala e diárias incluídos. Todas usam os mesmos custos-base do hospital e as mesmas premissas de custo operacional, imposto e margem. A proteção contra intercorrências pode vir das contas reais do hospital. O orçamento sai com as condições do pacote, os preços dos adicionais e as condições de pagamento.

1. Custos-base do hospital

GrupoBase de cálculoCusto unitário (R$)Origem
Taxa de salaCusto-hora da sala cirúrgica
Diária · Apartamento standardCusto da diária
Diária · EnfermariaCusto da diária
Materiais e medicamentosProtocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento
OPME padrãoNão há OPME no caso índice (valor zero confirmado)
Exames e avaliação antes do procedimentoHospital
Cirurgião plástico
Auxiliar
Anestesiologista

2. Proteção contra intercorrências

Reserva

3. Premissas de preço do hospital

4. Três opções para o paciente

5. Condições de pagamento

Em branco: à vista sem a taxa do cartão

6. Comparação com a conta aberta do hospital

7. Condições do pacote e adicionais

Não incluído no pacote

Preço dos adicionais

8. Orçamento para o paciente

9. Projeção

10. Referências de preço particular publicadas

Fórmulas aplicadas

Análise de conta do procedimento

Transforme contas hospitalares reais da lipoescultura em inteligência econômica: o que foi utilizado frente ao protocolo, quanto custou economicamente cada episódio e como ele se comportaria se fosse remunerado por uma proposta de pacote da operadora.

Proteção de dados. A análise é centrada no procedimento e no consumo de recursos. Colunas e linhas com nome, CPF, carteirinha, prontuário, data de nascimento e outros identificadores são descartadas na importação. Cada conta recebe um identificador técnico de episódio (EP-001, EP-002...). Aberto como arquivo, o produto guarda os dados somente neste navegador; dentro da data room Evodux, guarda pelo armazenamento da plataforma. Fora disso, os dados só saem quando o usuário exporta.

Arraste contas em PDF, XLSX, XLS, CSV ou TXT

Uma conta por arquivo. Em XLSX ou CSV, uma coluna de episódio ou atendimento permite importar várias contas no mesmo arquivo.

Como a leitura funciona

XLSX e CSV: o cabeçalho é identificado automaticamente (descrição, quantidade, unidade, valor unitário, valor total, grupo). PDF: o texto é extraído no navegador e as linhas com descrição e valores são estruturadas; PDFs digitalizados como imagem não têm texto legível e devem ser enviados em XLSX ou CSV. Convenção numérica: vírgula decimal e ponto de milhar (1.234,56); também são aceitos 1,234.56 e 1234.56, que não têm ambiguidade. Valores ambíguos ou com agrupamento malformado (por exemplo 1,234,567 ou 12.34,56) não são convertidos: a linha entra como incerta, com o campo indicado, para revisão. Números nativos de planilha são preservados. Cada item é classificado nas categorias econômicas Evodux por dicionário técnico e comparado com os itens do protocolo. Nenhuma classificação é considerada definitiva antes da validação do usuário.

Pacote proposto pela operadora

Informe a proposta recebida. O produto calcula receita, resultado e margem do hospital, o preço de equilíbrio e o preço necessário para a margem-alvo.

Substitua pela carga efetiva do hospital
Obrigatório quando incluídos
Prazo, antecipação, inadimplência
Em branco: mensal × 12

Conta aberta × pacote

O mesmo procedimento em dois modelos de remuneração: o que o hospital recebe e ganha hoje em fee for service e o que passaria a receber e ganhar no pacote proposto.

Volume

Em branco: mensal × 12

Preço, margem e ponto de equilíbrio

O preço mínimo que cobre custo e encargos e o preço que entrega a margem desejada, calculados com a margem sobre a receita, nunca somando percentual ao custo.

Margem-alvo

Faixa de negociação

A régua mostra a posição econômica de cada valor. Ela não indica se a proposta deve ser aceita ou recusada: essa decisão é do hospital.

Cenários e sensibilidade

Altere premissas de consumo, custo, preço e volume e veja o efeito imediato sobre custo, resultado e margem. Os valores iniciais são os do cenário atual do hospital.

Sensibilidade do resultado por episódio a uma variação de 10% em cada direcionador

Risco econômico do pacote

No pacote, a variação de consumo deixa de gerar receita adicional e passa a afetar diretamente o resultado do hospital. Estes cenários mostram quanto a margem depende da utilização.

Variabilidade do custo por episódio

Informe a distribuição do custo por episódio apurada pelo hospital ou utilize as contas analisadas. Com dados individuais, a distribuição é calculada automaticamente.

Preparação para negociação

Preparação econômica do hospital para negociar o pacote: posição da proposta, argumentos baseados em custo, riscos e cláusulas que protegem o resultado.

Cláusulas a pactuar

Registre a situação de cada ponto na negociação. As regras abaixo são as da base técnica Evodux; onde a base não define regra, o ponto aparece como a pactuar.

Roteiro de implantação

Como levar o produto do diagnóstico à operação: fases, responsáveis e entregas mínimas.

01Diagnóstico

Confirmar que a população que o hospital pretende operar corresponde ao caso índice. Enviar contas históricas do procedimento e cruzar a utilização real com o protocolo Evodux.

02Custeio

Informar os custos de aquisição do hospital item a item e custear a estrutura: sala cirúrgica, RPA, internação e custos operacionais.

03Alinhamento clínico

Apresentar o protocolo às equipes assistenciais, identificar onde a prática atual diverge da referência e levar cada divergência à governança clínica.

04Aprovação de protocolo

Quando a prática do hospital for mantida e diferir da referência, aprovar a divergência, registrar a versão e ativar o protocolo institucional, que recalcula o custo.

05Precificação

Definir o preço do procedimento a partir do custo, dos tributos e da margem, e compará-lo com a conta atual, os benchmarks e eventuais propostas da operadora.

06Parametrização operacional

Atualizar kit do procedimento e OPME padrão, prescrição de referência, cadastro de itens com código TUSS e tabela de preços do hospital.

07Piloto

Acompanhar os primeiros episódios caso a caso: consumo, tempo de sala, RPA, permanência, exceções e resultado econômico, comparando previsto e realizado.

08Revisão periódica

Revisar custo, protocolo e indicadores no rito definido pela governança. Atualização de preço não altera o protocolo; alteração de protocolo exige revisão da precificação.

Papéis e responsabilidades

ÁreaResponsabilidade na implantação
Direção executivaPatrocina a implantação, aprova a decisão econômica e as mudanças de protocolo com impacto financeiro relevante.
Direção técnica / clínicaCoordena a governança clínica e responde pela aprovação técnica do protocolo institucional.
Coordenação de cirurgia plásticaValida a técnica de lipoaspiração e de enxertia, os volumes de referência, os materiais especiais e as justificativas de exceção e reclassificação.
AnestesiologiaValida a técnica anestésica e os recursos anestésicos precificados.
Enfermagem do centro cirúrgico e da internaçãoValida tempos, RPA, posicionamento e mudança de decúbito, prevenção de hipotermia, sondagem vesical, cuidados com as incisões e rotinas de alta.
Farmácia e suprimentosParametriza kits, medicamentos, materiais e OPME; fornece custos de aquisição.
Controladoria e custosInforma custos próprios, custeio por centro de custo e acompanha previsto × realizado.
FaturamentoParametriza a tabela de preços e os códigos TUSS do procedimento e dos itens.
Qualidade e segurança do pacienteAcompanha os indicadores assistenciais e os eventos adversos relacionados ao procedimento.
Relacionamento com operadorasConduz a discussão comercial com a operadora a partir da análise econômica aprovada internamente.

Entregas mínimas da implantação

Marque cada entrega concluída. O registro fica salvo neste navegador e entra nos cenários salvos e na exportação de dados.

Regra de implantação
A alteração de valores econômicos não modifica automaticamente o caso índice, o protocolo, as quantidades, a configuração clínica ou as regras de elegibilidade. Mudanças clínicas, alterações relevantes de OPME e ampliação do escopo devem ser avaliadas separadamente e formalmente aprovadas.

Governança clínica

Como o hospital garante que o protocolo é seguido com segurança, que as exceções são decididas por quem tem responsabilidade clínica e que o resultado econômico não é obtido à custa da qualidade.

Princípio
A configuração do produto é uma referência técnico-econômica do caso índice. Ela não deve ser utilizada como protocolo médico obrigatório nem como justificativa para impedir uma alternativa clinicamente necessária. A decisão de técnica, áreas tratadas, volumes aspirados e enxertados, plano da enxertia e uso de ultrassom permanece do cirurgião plástico; a técnica anestésica definitiva segue a avaliação individual e o protocolo institucional.
Separação de decisões
Decisão clínica é das áreas assistenciais. Controladoria, faturamento e relacionamento com operadoras apoiam com a leitura econômica, mas não decidem conduta. Indicadores não alteram remuneração automaticamente.

Comitê de governança clínica do protocolo

Composição
Direção técnica (coordenação), coordenação de cirurgia plástica, anestesiologia, enfermagem do centro cirúrgico e da internação, farmácia, qualidade e segurança do paciente. Controladoria participa como apoio econômico.
Atribuições
Validar a aderência do protocolo; analisar desvios; decidir exceções e reclassificações; aprovar mudanças de protocolo; acompanhar indicadores assistenciais; registrar decisões e responsáveis.
Rito
Reunião de implantação antes do primeiro caso. Acompanhamento mensal nos primeiros meses. Revisão econômico-assistencial trimestral ou conforme o volume. Revisão extraordinária diante de evento adverso relevante.
Registro
Toda decisão gera registro com data, episódio ou tema, decisão, justificativa e responsável. Decisões que alteram o protocolo seguem o fluxo de aprovação de protocolo divergente.

O que a governança clínica acompanha

TemaO que observarOnde no produto
Aderência ao caso índiceEpisódios custeados como lipoescultura que não correspondem ao caso índice.
Aderência ao protocoloUtilização real de medicamentos, materiais e OPME frente à referência.
Tempos e permanênciaTempo de sala acima de 4 h, recuperação acima de 2 h e permanência acima de 1 diária.
OPMEPonteiras ou cânulas descartáveis de tecnologia assistida, kits descartáveis de processamento de gordura e drenos, com justificativa.
Qualidade e segurançaSeroma, hematoma, infecção do sítio cirúrgico, necrose cutânea, sinais de embolia gordurosa, tromboembolismo venoso, hipotermia, transferência não programada para UTI e readmissão relacionadas ao procedimento.

Registro de decisões da governança clínica

Aprovação de protocolo divergente

O que fazer quando a prática atual do hospital difere do protocolo de referência Evodux.

Quando se aplica
Sempre que a prática atual do hospital divergir da referência em técnica, recurso, quantidade, OPME, tempo de sala, RPA ou permanência, e o hospital pretender manter essa prática no procedimento que será custeado.

Primeiro, classificar a divergência

Equivalência
Recurso diferente com a mesma função e categoria técnica, sem aumento de custo relevante (por exemplo, marca equivalente de material descartável). Registra-se a equivalência; não há novo protocolo.
Protocolo institucional
Diferença de técnica ou recurso com justificativa clínica institucional. Exige protocolo institucional aprovado, versionado e com o custo recalculado.
Fora do caso índice
A divergência muda a população ou a jornada (lipoaspiração de grande volume, enxerto fora do plano subcutâneo, procedimento associado como abdominoplastia ou mamoplastia, UTI programada). Não é mudança de protocolo: o episódio exige o custo de outro procedimento.

Fluxo de aprovação

  1. Identificação. A divergência é identificada pela equipe assistencial, pela análise de contas ou pela controladoria e registrada como solicitação.
  2. Dossiê técnico. Descrição da prática atual e da referência Evodux, justificativa clínica, referências bibliográficas, itens e quantidades afetados e impacto esperado em segurança.
  3. Avaliação econômica. Diferença de custo por episódio calculada no produto, com efeito sobre custo hospitalar total, preço do procedimento e margem.
  4. Parecer da governança clínica. O comitê avalia o dossiê e emite parecer técnico.
  5. Aprovação formal. Direção técnica aprova o protocolo; direção executiva aprova quando houver impacto econômico relevante.
  6. Versionamento. O protocolo institucional é registrado como versão customizada vinculada à v1.0, com data, alterações realizadas e responsável.
  7. Parametrização e comunicação. Atualizar kit, prescrição de referência, cadastro e faturamento; comunicar à operadora quando a mudança afetar preço ou contrato vigente.
  8. Monitoramento. Acompanhar os episódios seguintes no previsto × realizado e nos indicadores assistenciais.
Regras da base técnica
Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo. Inclusão de recurso adicional exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação. Mudanças entre modalidades já previstas não abrem exceção automática.

Solicitações de mudança de protocolo

Registre cada divergência. O impacto econômico é calculado sobre o custo hospitalar total desta análise e, se houver proposta da operadora, sobre o resultado no pacote.

Protocolo institucional

A versão do protocolo adotada pelo hospital, vinculada à referência Evodux Base técnica Evodux de lipoescultura v1.2. A referência não é alterada: o protocolo institucional é uma camada do hospital sobre ela.

Identificação da versão

Alterações em relação à referência Evodux

Onde editar

Regra de uso
Toda alteração de protocolo deve passar pela aprovação de protocolo divergente e pela governança clínica antes de ser ativada. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação; atualização de preços não altera o protocolo. A análise de contas continua comparando a utilização real com a referência Evodux.

Indicadores

Indicadores assistenciais e econômicos para acompanhar se o resultado econômico do procedimento se sustenta sem comprometer a qualidade.

Eventos assistenciais do período

Janelas de acompanhamento, vínculo com o procedimento e critérios de exclusão devem ser definidos antes da apuração. Com volume pequeno, leia contagens absolutas junto das taxas.

Previsto × realizado

Depois da contratação, registre o realizado por período e compare com o que foi previsto na negociação.

Dashboards

Visão executiva da economia do procedimento. Painéis sem dados indicam o que precisa ser informado.

Metodologia de precificação Evodux

Do protocolo ao custo e ao preço do procedimento e ao resultado econômico do hospital, com rastreabilidade técnica e econômica.

  1. Definição do caso índice e das premissas clínicas de modelagem.
  2. Descrição dos protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento.
  3. Vinculação das referências bibliográficas às premissas de cada protocolo.
  4. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos.
  5. Consolidação do custo do procedimento.
  6. Incorporação dos custos operacionais e da acomodação.
  7. Composição de preço do procedimento com impostos e margem hospitalar.
  8. Comparação do preço final com os Benchmarks Evodux.
  9. Governança clínica e roteiro de implantação no hospital.
Base Evodux e regra de customização
Base Evodux: clientes, projetos, protocolos, pacotes e contratos na data-base indicada. Na customização, o hospital pode substituir preços, custos, acomodação, impostos e margem, preservando escopo, quantidades e fórmulas do produto.

A atualização econômica pode ocorrer sem alterar o protocolo quando muda apenas preço unitário. Alterações recorrentes de recurso, população, OPME ou risco exigem revisão da configuração e de suas referências. Essa separação preserva a rastreabilidade e impede que uma condição comercial local se torne, por engano, uma nova premissa clínica do produto.

Camada econômica do hospital

  1. Caso índice e premissas clínicas de modelagem (Base técnica Evodux de lipoescultura v1.2).
  2. Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, com referências bibliográficas vinculadas.
  3. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos: custo assistencial direto.
  4. Imputação da estrutura hospitalar: sala cirúrgica, RPA, internação, CME, equipamentos, farmácia e logística, overhead e outros centros.
  5. Custo hospitalar total do episódio.
  6. Conta atual em fee for service: faturamento, glosas, receita líquida, tributos, resultado e margem.
  7. Proposta de pacote: receita, resultado, margem, preço de equilíbrio e preço para margem-alvo.
  8. Contexto de preço pelos Benchmarks Evodux P1, P2 e P3.
  9. Cenários, variabilidade, risco e volume.
  10. Governança, negociação e acompanhamento previsto × realizado.

Fórmulas

GrandezaFórmula
Receita líquidaFaturamento − glosas e ajustes
ResultadoReceita líquida − tributos e percentuais incidentes − custo hospitalar total − repasses
MargemResultado ÷ receita líquida
Preço de equilíbrioCusto ÷ (1 − tributos − outros percentuais incidentes); com glosa esperada g: Custo ÷ [(1 − g) × (1 − tributos − outros)]
Preço para margem-alvoCusto ÷ (1 − tributos − margem − demais percentuais incidentes sobre receita)
Sala cirúrgica no procedimentoTempo utilizado × custo por minuto produtivo; custo por minuto = custo mensal ÷ (horas produtivas × 60)
RPA no procedimentoTempo de RPA × custo-hora RPA
InternaçãoPermanência × custo paciente-dia
Equipamento[(Valor de aquisição ÷ vida útil) + manutenção anual] ÷ horas de uso anuais × tempo no procedimento
Referência Evodux simplificada5% × (custo direto + sala cirúrgica + acomodação)

Conferência: com os valores da base (custo hospitalar R$ 4.480,96, tributos 8,65% e margem 10% sobre a receita) a fórmula de preço para margem-alvo reproduz o preço de referência Evodux de R$ 5.508,25 em apartamento standard.

Proteção de dados

O produto não requer dados de pacientes. Identificadores presentes em arquivos importados são descartados na leitura; o episódio é identificado por código técnico. Os dados informados ficam armazenados no navegador do usuário e só são transferidos quando exportados por ele. Recomenda-se que as contas sejam extraídas do sistema hospitalar já sem identificação do paciente.

Disclaimer e limitações

Premissas, limitações e condições de uso.

Natureza do produto
Referência técnico-econômica do custo do procedimento cirúrgico hospitalar; não constitui indicação de procedimento, prescrição ou protocolo médico obrigatório.
Responsabilidade assistencial
Técnica anestésica, profilaxia antibiótica, prevenção de tromboembolismo, áreas tratadas, volumes aspirados e enxertados, plano da enxertia e demais condutas devem seguir protocolo institucional e julgamento profissional.
Premissas de consumo
As quantidades são premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.
Base Evodux
Custos e Benchmarks apresentados decorrem da metodologia e da base Evodux na data-base indicada e podem variar por região, porte, contratos, produtividade, tecnologia e tributação.
Customização econômica
O hospital pode substituir preços de medicamentos, materiais, OPME, serviços, acomodação, custos operacionais, impostos e margem pelas suas referências próprias. A substituição deve preservar a rastreabilidade da unidade, quantidade, escopo e fórmula de cálculo.
Custos operacionais
Podem ser substituídos pelos custos efetivamente apurados pelo prestador, preservando os direcionadores e sem duplicidade com itens já incorporados ao custo.
Benchmarks Evodux
P1, P2 e P3 são referências de preço por perfil hospitalar Evodux e não garantem preço, saving, remuneração ou resultado financeiro.
Honorários médicos
Cirurgião plástico, auxiliar e anestesiologista permanecem excluídos do preço hospitalar.
Decisão do hospital
O produto fornece informação para decisão. Não recomenda aceitar ou recusar propostas. A análise de contas não conclui sobre adequação assistencial: diferença de utilização é um dado econômico, não um julgamento clínico.

Índice de referências

Mapa rápido das fontes utilizadas no produto e referências completas.

CódigoEscopoReferências
A1-A7Protocolo anestésicoASA monitorização básica · ASA jejum pré-operatório 2023 · Quinto consenso de náusea e vômito pós-operatórios 2026 · Diretriz de profilaxia antimicrobiana em cirurgia 2013 · Cansancao 2018, ácido tranexâmico na lipoaspiração · Young 2006, hipotermia em cirurgia plástica · ASA 2023, monitorização e antagonismo do bloqueio neuromuscular
C1-C6Protocolo do procedimentoASPS 2009, segurança na lipoaspiração · ASERF 2017, mortalidade no enxerto glúteo · Consenso multissocietário 2022, enxerto glúteo · Cansancao 2018, ultrassom no enxerto glúteo · Darouiche 2010, clorexidina alcoólica · Resolução CFM nº 1.711/2003
P1-P3Protocolo pós-procedimentoASPS 2011, relatório de prevenção de tromboembolismo · Trott 1998, reposição volêmica na lipoaspiração · ASPS 2023, prevenção de tromboembolismo em pacientes internados
Rastreabilidade
As referências completas aparecem no encerramento de cada bloco clínico. Cada fonte está associada às premissas específicas que sustenta. Este índice serve para navegação executiva e não substitui as citações detalhadas.
Controle de versão
Versão 1.2 · data-base out/2026 · próxima atualização: abril de 2027. A versão 1.1 (23/10/2026) adota a referência Evodux de centro cirúrgico de R$ 249,50/h e o contrato de dados v2; dados salvos na versão 1.0 são migrados com decisão explícita sobre a referência. A versão 1.2 (23/10/2026) trata os recursos adicionais do protocolo como descritivos, fora da modelagem econômica, e inclui os Benchmarks P1, P2 e P3 informados pela Evodux. Versões customizadas devem registrar cliente, data e alterações realizadas, vinculadas à versão 1.2. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo.

Protocolo anestésico

A1
American Society of Anesthesiologists. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Schaumburg (IL): American Society of Anesthesiologists; última emenda em 15 de outubro de 2025. Norma da sociedade, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma de prática da ASA. Standard II: oxigenação com oximetria de pulso (2.1.2), ventilação com capnografia (2.2.2), circulação com pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos (2.3.2) e temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita (2.4.2). Sustenta a monitorização do caso índice; não trata de preços nem de consumo de materiais. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática da ASA, atualização modular. Sustenta líquido claro com carboidrato até 2 horas antes da anestesia em adultos saudáveis em procedimento eletivo. A atualização de 2023 é modular e não substitui toda a diretriz de 2017 (Anesthesiology. 2017;126(3):376-393), de onde vêm os tempos gerais de jejum. A elegibilidade de cada paciente é avaliação individual. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Gan TJ, Jin Z, Ayad S, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497-513. doi:10.1213/ANE.0000000000007816. Relatório completo publicado como suplemento.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas com endosso de sociedades (quinta edição; a quarta, de 2020, é o antecedente). Sustenta a estratificação do risco de náusea e vômito, a profilaxia multimodal e, quando a profilaxia falha, o resgate com agente de outra classe; repetir antagonista 5-HT3 pode ser considerado após 6 horas quando não houver alternativa (suplemento, recomendação 4). A escolha de dexametasona e ondansetrona e a quantidade custeada são parâmetros econômicos. doi.org/10.1213/ANE.0000000000007816
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASHP, IDSA, SIS e SHEA). Sustenta cefazolina 2 g no adulto (3 g a partir de 120 kg), iniciada até 60 minutos antes da incisão, e intervalo de redose de 4 horas contado do início da dose pré-operatória (tabela 1 e seção de redose). Na tabela 2, a cirurgia plástica aparece como limpa com fatores de risco ou limpa-contaminada. Não sustenta, sozinha, profilaxia universal em cirurgia limpa sem fatores de risco. www.ashp.org/surgical-guidelines
A5
Cansancao AL, Condé-Green A, David JA, Cansancao B, Vidigal RA. Use of tranexamic acid to reduce blood loss in liposuction. Plast Reconstr Surg. 2018;141(5):1132-1135. doi:10.1097/PRS.0000000000004282. PMID: 29697607.
Aplicação: Tipo: estudo prospectivo, controlado por placebo e não randomizado, com 20 mulheres. Sustenta a redução da perda sanguínea com ácido tranexâmico na lipoaspiração, com 10 mg/kg por via venosa antes e depois da cirurgia. Não sustenta a quantidade fixa de 1 g da composição-base. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29697607/
A6
Young VL, Watson ME. Prevention of perioperative hypothermia in plastic surgery. Aesthet Surg J. 2006;26(5):551-571. doi:10.1016/j.asj.2006.08.009. PMID: 19338943.
Aplicação: Tipo: revisão narrativa. Sustenta o aquecimento ativo com ar forçado e o aquecimento de fluidos na cirurgia plástica. Não define modelo de manta, área de cobertura nem quantidade de itens. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19338943/
A7
Thilen SR, Weigel WA, Todd MM, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade: A Report by the American Society of Anesthesiologists Task Force on Neuromuscular Blockade. Anesthesiology. 2023;138(1):13-41. doi:10.1097/ALN.0000000000004379.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática da ASA. Sustenta a monitorização quantitativa em vez da avaliação qualitativa, a confirmação da recuperação (razão de TOF de 0,9 ou mais) antes da extubação e a escolha do antagonista conforme a profundidade do bloqueio. Não converte frascos em dose nem define o antagonista de cada caso. doi.org/10.1097/ALN.0000000000004379

Protocolo do procedimento

C1
Haeck PC, Swanson JA, Gutowski KA, et al.; ASPS Patient Safety Committee. Evidence-based patient safety advisory: liposuction. Plast Reconstr Surg. 2009;124(4 Suppl):28S-44S. doi:10.1097/PRS.0b013e3181b52fcd. PMID: 20827238.
Aplicação: Tipo: recomendação de sociedade baseada em evidência (ASPS, 2009). Sustenta: superúmida com 1 a 2 mL de solução por mL de gordura a remover (p. 30S); epinefrina de 1:100.000 a 1:1.000.000, até 0,07 mg/kg, e solução sem lidocaína sob anestesia geral quando a toxicidade preocupa (p. 32S); grande volume a partir de 5.000 mL de aspirado total (p. 34S); registro de infiltrado, infundido, aspirado e diurese e pernoite monitorado no grande volume (p. 35S); meias, compressão pneumática e anticoagulação como opções de prevenção de tromboembolismo. Não comprova a configuração combinada com enxerto glúteo nem preços. www.plasticsurgery.org/documents/medical-professionals/health-policy/key-issues/evidence_based_patient_safety_advisory_5.pdf
C2
Mofid MM, Teitelbaum S, Suissa D, et al. Report on mortality from gluteal fat grafting: recommendations from the ASERF Task Force. Aesthet Surg J. 2017;37(7):796-806. doi:10.1093/asj/sjx004. PMID: 28369293.
Aplicação: Tipo: levantamento retrospectivo com cirurgiões, com recomendações de força-tarefa (estudo observacional). Sustenta a associação entre injeção no músculo glúteo profundo e embolia gordurosa fatal e as recomendações de evitar o músculo profundo e não angular a cânula para baixo. Associação observacional, não prova ausência de risco em outro plano. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5846701/
C3
Del Vecchio D, Kenkel JM. Practice advisory on gluteal fat grafting. Aesthet Surg J. 2022;42(9):1019-1029. doi:10.1093/asj/sjac082. PMID: 35404456.
Aplicação: Tipo: recomendação de prática multissocietária (consenso, nível de evidência 4), que declara não definir padrão de cuidado. Tabela 1: gordura restrita ao plano subcutâneo; enxerto glúteo guiado por ultrassom; acima de 200 mL, injeção por bomba em vez de seringa (por glúteo, no texto das recomendações); cânulas de 4 mm ou mais. Recomendação internacional, não norma legal brasileira nem garantia de resultado. academic.oup.com/asj/article/42/9/1019/6566385
C4
Cansancao AL, Condé-Green A, Vidigal RA, Rodriguez RL, D'Amico RA. Real-time ultrasound-assisted gluteal fat grafting. Plast Reconstr Surg. 2018;142(2):372-376. doi:10.1097/PRS.0000000000004602. PMID: 29787513.
Aplicação: Tipo: série de casos com 15 pacientes, sem grupo controle. Sustenta que o ultrassom em tempo real permite acompanhar a cânula e confirmar a injeção no plano subcutâneo. Não sustenta custo, tempo nem equivalência de equipamento. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29787513/
C5
Darouiche RO, Wall MJ Jr, Itani KMF, et al. Chlorhexidine-alcohol versus povidone-iodine for surgical-site antisepsis. N Engl J Med. 2010;362(1):18-26. doi:10.1056/NEJMoa0810988. PMID: 20054046.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado multicêntrico em cirurgia limpa-contaminada, com clorexidina 2% em álcool isopropílico 70%. Sustenta a antissepsia com clorexidina alcoólica nesse contexto. População e concentração diferem do caso índice: não valida diretamente a solução de 0,5% em cirurgia limpa. www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0810988
C6
Conselho Federal de Medicina (Brasil). Resolução CFM nº 1.711, de 10 de dezembro de 2003. Estabelece parâmetros de segurança que devem ser observados nas cirurgias de lipoaspiração. Diário Oficial da União. 12 jan 2004; Seção 1:85.
Aplicação: Tipo: norma ético-profissional; nenhuma resolução substitutiva localizada em 23/10/2026 (o CFM noticiou em 02/09/2026 o debate sobre sua atualização). Art. 9º: volume aspirado, medido como sobrenadante, até 7% do peso corporal na técnica infiltrativa e 5% na não infiltrativa, e área até 40% da superfície corporal; § 2º: evitar que os limites máximos de volume e de área coincidam no mesmo ato. Art. 10: evitar associar a lipoaspiração a outros procedimentos quando a relação entre volume e área estiver perto do máximo. Arts. 5º a 7º e 11: estrutura, anestesiologista na anestesia geral, controle de infiltrado, infundido e aspirado e prevenção de trombose. sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2003/1711_2003.pdf

Protocolo pós-procedimento

P1
American Society of Plastic Surgeons. Evidence-based Practices for Thromboembolism Prevention: A Report from the ASPS Venous Thromboembolism Task Force. Arlington Heights (IL): ASPS; 2011 (Murphy RX Jr, Alderman A, Gutowski K, Kerrigan C, Schechter L, Wilkins E). Síntese publicada em Plast Reconstr Surg. 2012;130(1):168e-175e.
Aplicação: Tipo: relatório de força-tarefa da sociedade. Sustenta a estratificação individual do risco de tromboembolismo venoso pelo escore de Caprini de 2005 em pacientes internados sob anestesia geral (seção II e tabela 3). O escore é componente da avaliação, não seleção automática de anticoagulante. www.plasticsurgery.org/documents/medical-professionals/health-policy/key-issues/ASPS_VTE_Report.pdf
P2
Trott SA, Beran SJ, Rohrich RJ, Kenkel JM, Adams WP Jr, Klein KW. Safety considerations and fluid resuscitation in liposuction: an analysis of 53 consecutive patients. Plast Reconstr Surg. 1998;102(6):2220-2229. doi:10.1097/00006534-199811000-00063. PMID: 9811024.
Aplicação: Tipo: série consecutiva de 53 pacientes de lipoaspiração com técnica superúmida, sem procedimentos estéticos concomitantes. Sustenta a reposição de manutenção mais solução infiltrada e, a partir de 4 L aspirados, 0,25 mL de cristaloide por mL acima de 4 L. Não equivale à associação com enxerto glúteo e não constitui algoritmo de reposição para ela. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9811024/
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American Society of Plastic Surgeons. Preventing Venous Thromboembolism in Hospitalized Plastic Surgery Patients. Practice Reference. Arlington Heights (IL): ASPS; 15 dez 2023.
Aplicação: Tipo: referência de prática da sociedade (ASPS VTE Task Force, aprovada pelo comitê de segurança do paciente). Sustenta compressão sequencial para pacientes sob anestesia geral endotraqueal, avaliação individual de risco com o escore de Caprini de 2005 como ferramenta preferida e decisão de quimioprofilaxia caso a caso. Meia elástica e compressão pneumática são recursos distintos. www.plasticsurgery.org/documents/Health-Policy/Resources/2023-vte-prevention-hospitalized-patients.pdf

Cenários salvos

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